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Vol. 38. Issue S1.
Pages 125-126 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 125-126 (October 2018)
TL18
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.270
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RASTREAMENTO DE POLIPOSE COLORRETAL
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Guilherme Maraucci Ribeiro de Mendonça, Paula Faria Henriques, Maria Ligia Lyra Pereira, Katia Ferreira Güenaga, Airton Zogaib Rodrigues, Rodrigo Zago, Aristides Rodrigues
Departamento de Coloproctologia da Associação Paulista de Medicina/Associação Médica de Santos, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: O câncer colorretal (CCR) é o terceiro mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres no Brasil. Os principais protocolos mundiais propõem que seu rastreamento se inicie aos 50 anos na população em geral. No entanto, trabalhos recentes mostram sua incidência cada vez mais frequente em pacientes abaixo dessa faixa etária.

Objetivo: Avaliar os achados à colonoscopia em diversas faixas etárias na população regional.

Metodologia: Estudo prospectivo observacional durante período de 04 meses em que foram avaliadas 262 colonoscopias realizadas na baixada santista.

Resultados: A presença de lesão foi avaliada de acordo com a faixa etária, sendo visto: 75% de positividade nos pacientes < 40 anos, 50% entre 40‐49 anos, 62,4% entre 50‐59 anos, 63,9% entre 60‐69 anos e 77,7% entre 70‐79 anos. Neoplasia foi diagnosticada em exame histopatológico em 2,29% dos exames realizados. Pacientes entre 40‐49 anos apresentaram adenoma em 27,77% dos casos e neoplasia em 5,56%.

Discussão: Estudos recentes mostram um aumento da incidência de CCR em pacientes com idade inferior a 50 anos, embora as razões para esse aumento não sejam claras. Apesar da presença de hereditariedade ser um fator estatisticamente significante, os casos esporádicos também vêm apresentando um crescimento progressivo. Revisão nacional mostra que os pacientes jovens frequentemente apresentam tumores em estágio mais avançado (III – IV), mucinosos, pouco diferenciados e com invasão angiolinfática. A Sociedade Americana do Câncer (ACS) recomenda que seja antecipado o ínicio do rastreamento, considerando como risco médio pacientes a partir dos 45 anos. Em nosso estudo evidenciamos uma alta taxa de lesões à colonoscopia em pacientes abaixo dos 50 anos, ratificando os últimos achados da literatura.

Conclusão: A colonoscopia tem papel fundamental no diagnóstico do câncer colorretal. A necessidade da rastreamento precoce em indivíduos mais jovens é indispensável para um bom prognóstico.

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Journal of Coloproctology

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