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Vol. 39. Issue S1.
Pages 229-230 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 229-230 (November 2019)
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Recidiva de câncer retal ultrabaixo após ressecção anterior com dissecção interesfincteriana resgatado com amputação abdominoperineal de reto videolaparoscópica
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R.V. Pandini, C.M.A. Vilanova, G.C. Cotti, C.F.S. Marques, C.S.R. Nahas, U. Ribeiro Junior, S.C. Nahas, I. Ceconello
Hospital das Clínicas (HC), Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré-malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Pesquisa básica

Forma de Apresentação: Vídeo Livre

Objetivo(s): A quimioradioterapia neoadjuvante (QRT) seguida de cirurgia com excisão total do mesorreto (ETM) é o tratamento padrão para tumor de reto localmente avançado (T3/T4 ou N+). Apresenta taxa de recidiva local de 2,4%–10%. O objetivo deste trabalho é destacar que, apesar do tratamento oncológico adequado a recidiva local pode ocorrer principalmente nos dois primeiros anos de seguimento.

Descrição da técnica: Paciente previamente submetida à ressecção anterior do reto com ETM, dissecção interesfincteriana e anastomose coloanal manual e videolaparoscópica (VLP) ileostomia de proteção (IP) devido a tumor de reto distal. Apresentou recidiva local 24 meses após cirurgia sendo indicada amputação abdomino-perineal (AAP). Detalhes técnicos: posição de Lloyd-Davis; Realizado fechamento da IP seguido de confecção do pneumoperitônio e passagem de trocarteres: 12mm em local da IP prévia no flanco direito, 10mm umbilical e 5mm em hipocôndrio direito; Dissecção do cólon abaixado até o nível do assoalho pélvico; Ligadura da arcada marginal e secção do cólon abaixado; Abertura de orifício da colostomia em flanco esquerdo e exteriorização cólon. Fechamentos das incisões dos trocarteres e maturação de colostomia. Tempo perineal: incisão em fuso ao redor do ânus com dissecção por planos até musculatura elevadora do ânus e assoalho pélvico, obtendo comunicação com a cavidade abdominal; Eversão da peça para secção anterior e preservação da vagina. Retirada da peça com margens livres, sem perfuração. Fechamento do defeito perineal pela cirurgia plástica através do retalho de glúteo esquerdo (gluteal-fold) em avanço V-Y.

Discussão: Destacamos o caso de uma paciente do sexo feminino, 42 anos, previamente hígida diagnosticada com adenocarcinoma de reto distal localmente avançado, T3, junto à linha pectínea, rmT3bN1. Foi submetida à QRT short course (estadiamento após yrmT3c N1, TRG4, fáscia mesorretal comprometida), seguida de RA VLP com ressecção interesfincteriana, ETM e anastomose coloanal manual e IP. Anatomopatológico (AP) da cirurgia: adenocarcinoma invasivo (componente mucinoso em 70%); invasão angiolinfática e perineural presente; margens livres (0,5cm radial), linfonodos acometidos 3/28 (ypT3 ypN1b). Realizou QT adjuvante e manteve seguimento sem evidência de doença até 24 meses quando se constatou lesão vegetante posterior em anastomose coloanal.

Conclusão: Embora a cirurgia tenha sido com intuito curativo e cumprido com as normas vigentes de margens livres e sem perfuração tumoral, evidenciou-se uma recidiva local após 02 anos de seguimento. Paciente apresentava alguns fatores AP de pior prognóstico, como componente mucinoso, invasão perineural e angiolinfática. Isso mostra a importância do seguimento seriado e a possibilidade do resgate cirúrgico quando o diagnóstico é precoce.

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Journal of Coloproctology

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