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Vol. 38. Issue S1.
Pages 58-59 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 58-59 (October 2018)
P20
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.123
Open Access
RECIDIVA DE CÂNCER COLORRETAL APÓS RESSECÇÃO ANTERIOR BAIXA EM ANASTOMOSE COLOANAL ASSOCIADO A ACOMETIMENTO PRIMÁRIO METACRÔNICO DE CÂNCER PULMONAR NÃO PEQUENAS CÉLULAS ‐ UM RELATO DE CASO
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André Antonio Abissamraa,b, Henrique Victor Ruania,b, Matheus Carpenedo Frarea,b, Thiago Maicon Matos de Oliveira Rodriguesa,b, Rossini Fernandes Lyriaa,b, Sarah Beatriz Obadovski Alvesa,b, Bruno Aparecido Lourenço de Marquia,b
a Hospital Regional de Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP, Brasil
b Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), Presidente Prudente, SP, Brasil
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O câncer colorretal (CCR) é uma das principais causas de morte no mundo, com mais de 90% de casos novos diagnosticados em pacientes acima de 50 anos. Com ganho de sobrevida evidenciado pelo tratamento multimodal como a utilização de quimioirradiação neoadjuvante, bem como das técnicas de ressecção de metástases em pacientes estádio IV e do tumor primário, tem‐se cada vez mais atingido melhores desfechos clínicos e a qualidade de vida desses pacientes. Este trabalho ilustra o relato de um caso clínico de CCR recidivado em anastomose coloanal após ressecção anterior baixa e acometimento primário metacrônico por Câncer Pulmonar Não pequenas células (CPNPC). AFS, 61, masculino, procedente de Martinópolis (SP), deu entrada pelo serviço de pronto‐socorro do hospital regional de uma cidade no Oeste Paulista, encaminhado pelo serviço de endoscopia da mesma instituição decorrente de achado à luz da colonoscopia de neoplasia de reto médio a 5cm da borda anal, medindo aproximadamente 5cm de extensão, comprometendo 50% da circunferência do órgão (Borrmann III). O estudo anátomo patológico revelou Adenocarcinoma moderadamente diferenciado do tipo infiltrante, com estádio clínico pré‐operatório IIIB (cT3N1M0), sendo submetido a estomia descompressiva e quimioirradiação neoadjuvante com 5‐FU/Leucovorin com downsizing e downstaging da lesão para estádio IIA (ycT3N0M0) e operação extirpativa por ressecção anterior baixa após 12 semanas. Evoluiu com subestenose da anastomose coloanal, porém sem sinais de recidiva tumoral à ressonância magnética de pelve tampouco à colonoscopia, resolvida com dilatação com velas de Hegar. Foi reconstituído transito intestinal pela ausência de lesões, porém após 80 dias da reconstrução evoluiu com lesão vegetante de 4cm ao nível da anastomose coloanal, sendo submetido a amputação abdominoperineal de reto. Paralelamente, foi evidenciada imagem hiperatenuante, nodular, em segmento basal posterior de pulmão, onde foi realizada biópsia que revelou pelo estudo anatomo patológico e imuno‐histoquímico Adenocarcinoma Pulmonar tipo Primário, sendo submetido a lobectomia pulmonar. Permanece em seguimento nos departamentos de Coloproctologia, Cirurgia Torácica e Oncologia da instituição sem sinais de recidiva de ambas as lesões neoplásicas. A ocorrência de dois ou mais tumores primários em órgãos diferentes em um mesmo indivíduo sugere importantes indicadores de alto risco e da possível presença de mutações que predispõem tanto o CCR quanto o CPNPC.

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Journal of Coloproctology

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