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Vol. 38. Issue S1.
Pages 144 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 144 (October 2018)
TL57
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.309
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RELAÇÃO DA QUANTIDADE DE MUCINAS, SACCHAROMYCES CEREVISIAE E MICROBIOTA INTESTINAL NA DOENÇA DE CROHN
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Daniéla Oliveira Magro, Andrey Santos, Dioze Guadagnini, Lilian Vital Pinheiro, Carlos Augusto Real Martinez, Mario José Abdala Saad, Claudio Sady Rodrigues Coy
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil
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Objetivo: Comparar a interação da microbiota intestinal, Saccharomyces cerevisiae e mucinas em individuos com Doença de Crohn (DC) e controles saudáveis (GS) que vivem no mesmo domicílio.

Métodos: Estudo transversal com 18 indivíduos com CD e 18 controles saudáveis. Foram realizadas 5 biópsias do colon transverso. Tanto a colonoscopia quanto o IADC foram empregados para avaliar a atividade da DC. Mucinas foram analisadas através de: Ácido Periódico de Schiff para identificar a expressão tecidual das mucinas neutras, e a técnica do Alcian blue para identificar a expressão total das mucinas ácidas. O DNA bacteriano, presente nas fezes, foi extraido com kit DNA Plus de PSP Spin Stool. A diversidade microbiana foi examinada através da análise da região V3‐V4 do gene 16S rRNA. A identificação do DNA de Saccharomyces cerevisiae foi realizada através do qPCR. Dados clinicos, classificação da doença, medicamentos e comorbidades foram coletados.

Resultados: Todos os DC encontravam‐se em remissão clínica pelo IADC (51,03±38,44) e 72,3% pela colonoscopia. A média de idade no GS e DC foi de 51,95±10,17 vs 39,44±17,05 anos, respectivamente (p=0,003). Não houve diferença entre os grupos e IMC (GS=26,9±5,85 vs DC=22,87±4,35; p=0,07). O número de unidade taxonomica operacional (OTUs) foi maior no GS do que nas amostras do grupo CD (GS: 457,37±74,9 vs CD 385,62±107,6; p=0,025). A análise da microbiota intestinal não apresentou alteração significativa na proporção dos filos Firmicutes e Bacteroidetes. Por outro lado, o DC apresentou maior abundância do filo de Proteobacteria (4,2%±0,79 GS vs 7,5% ± 1,32 CD) e uma redução do filo Verrucomicrobia (0,78% ± 0,29 GS vs 0,05%±0,02 CD). O grupo DC apresentou redução relativa dos gêneros Akkermansia, Odoribacter, Roseburia, Oscillospira e Ruminococcus. Tanto as mucinas ácidas (GS=39,84±7,41 vs DC=44,86±7,30; p=0,002) como as neutras (GS = 32,40±5,35 vs DC=39,67±6,78; p0,005) foram maiores nos DC. A concentração do fungo Saccharomyces cerevisiae foi maior no GS (p0,005).

Conclusões: Os DC apresentaram menor diversidade microbiana, principalmente com relação aos gêneros envolvidos na degradação de mucinas (Akkermansia, Odoribacter e Roseburia) o que poderia explicar a maior concentração destas. Este é um dos primeiros estudos que demontra uma menor concentração de S. cerevisiae em DC em remissão e o primeiro comparando DC e controles saudáveis (GS) que vivem no mesmo domicílio.

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Journal of Coloproctology

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