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Vol. 39. Issue S1.
Pages 171 (November 2019)
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Relação entre medicações e reoperações abdominais em pacientes com doença de crohn submetidos a ressecção intestinal
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A. Scanavini Neto, C.W. Sobrado, M. Borba, E.V. Silva Filho, N.F. Queiroz, S. Nahas, I. Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Área Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Analisar a frequência de reoperações abdominais por recidiva sintomática em 25 pacientes submetidos a operação com ressecção e anastomose intestinal por doença de Crohn em período de seguimento de até 44 anos.

Método Coleta de dados prospectiva de 25 pacientes submetidos a ressecção intestinal no serviço de cirurgia do cólon e reto do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo ‐ São Paulo no período de 1975 a 2019. Analisaremos o perfil de uso de medicações pós operatórias nestes pacientes e a sua relação com o risco de recidiva cirúrgica.

Resultados Nesta amostra de 25 pacientes seguidos em média por 141 meses (4 a 419 meses), somente 1 paciente não utilizou nenhuma medicação no pós operatório. Dentre os 24/25 pacientes que utilizaram medicamentos, observamos claramente a tendência ao uso de imunosupressores (19/25 pacientes) e de salicilatos (15/25 pacientes). O uso de imunobiológicos nesta coorte foi pequeno (8/18 pacientes), mesmo considerando somente os que foram operados após o ano 2000 quando os biológicos começaram a ser utilizados em nosso meio. Embora o diagnóstico de recidiva, seja por dados clínicos, radiológicos ou endoscópicos tenha se mostrado alto (15/25 pacientes), a necessidade de reoperação foi pequena, já que somente 7 de 15 dos pacientes com recidiva documentada exigiram reabordagem cirúrgica abdominal, correspondendo a 28%.

Conclusão(ões) O uso de medicamentos no pós operatório é considerado a regra e não exceção em pacientes com doença de Crohn e em nosso meio há mais de 40 anos, sendo que os imunosupressores e salicilatos, seguidos dos imunobiológicos foram os mais utilizados. A estratégia de manter medicações no pós operatório é a conduta adotada em nossa prática sendo que tal estratégia em nossa experiência mostrou baixas taxas de reoperações quando comparadas às taxas históricas de grandes coortes. A avaliação de maior quantidade de pacientes de nossa coorte permitirá realizar análises estatísticas para melhor entendimento dos dados.

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Journal of Coloproctology

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