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Vol. 39. Issue S1.
Pages 128-129 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Relato de caso de confecção de colostomia perineal em paciente após multiplas abordagens abdominais: uma estratégia para pelvis hostis
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C.R. Mendes, J. Araújo de Jesus, KdM. Fuchs, M. Alcantara, J. Serra, C.C. de Assunção, J. Fraga
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Salvador, BA, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): A colostomia perineal, através do procedimento de Pull‐Through consiste no avanço de alça colônica por dentro da alça retal, com anastomose colo anal deste seguimento em segundo tempo cirúrgico. Foi orginalmente realizado para cirurgias de megacólon e possui as vantagens de evitar estomas abdominais, reduzindo assim o risco de deiscência de e formação de abscesso pré‐sacral. Considerando que as anastomoses retais baixas estão associadas a altas taxas de vazamento e infecção pélvica, a colostomia perineal deve ser considerada uma opção nas reconstruções de trânsito intestinal em paciente submetidos a múltiplas abordagens após deiscências de anastomose e pélvis hostis.

Descrição do caso: E.B.J., masculino, 48 anos, com diagnóstico de megacólon chagásico, foi submetido a Retosigmoidectomia a Duhamel modificada com anastomose grampeada em 20/05/2015. Evoluiu com eventração no 5 dia de pós operatório, submetido a laparotomia exploradora em 26/04/2019 sendo evidenciado deiscência da anastomose colorretal com peritonite fecal instalada, realizado lavagem copiosa da cavidade, reconfecção da anastomose colo retal e ileostomia protetora, evoluindo com evolução favorável e alta hospitalar. Cursou com estenose da anastomose coloretal, sendo submetido a dilatação por via anal em 23/09/2015, com demanda de nova dilatação 06/04/2016. Submetido em 26/04/2019 a laparotomia para Reconstrução de trânsito intestinal, sendo visto múltiplas aderências entre alças, parede abdominal e pelve. Optado por liberação de colo direito, e ostomização deste por via perineal, a Pull‐through, além de fechamento da ileostomia. Paciente evolui no Pós Operatório Imediato com íleo adinâmico e infecção do trato respiratório, tendo o segundo tempo cirúrgico adiado, devido a essas complicações clínicas. Realizado a fixação de ostomia perineal em 15/05/2019. Recebeu alta após 5 dias, com boa aceitação da dieta e dejeções por via anal, incontinente. Em consulta de revisão, após 30 dias do procedimento, retornou mantendo resultado satisfatório, continente para fezes sólidas.

Discussão: O procedimento de pull‐through, originalmente descrito no tratamento da doença da doença de hishproug, foi adaptado e utilizado por Duhamel e Swenson tendo sido progressivamente abandonado em detrimento das anastomoses grampeadas. Tornando‐se, contudo, opção de grande valia em paciente com pelve hostil, poupando o paciente de morbidades típicas da anastomose colorretal, como deiscência e formação de abscesso pélvico. No caso descrito, tratava‐se de paciente com passado de peritonite fecal por deiscência da anastomose colorretal, sendo evidenciado pélve hostil no intra operatório, que dificultavam o grampeamento mecânico. Submetido a técnica de anastomose a Pull‐through, evoluindo de forma satisfatória.

Conclusão: Técnica de pull‐through deve ser lembrada como opção cirúrgica em pacientes com pelve hostil, por reduzir os riscos de deiscência de anastomose e abscesso pélvico.

Idiomas
Journal of Coloproctology

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