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Vol. 39. Issue S1.
Pages 92 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Relato de caso: evisceração vaginal pós‐histerectomia
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V.D.C. Alves, Y.L. Cheng, T.C.U. Pereira, B.B.L. Mota
Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Fortaleza, CE, Brasil
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Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Nesse trabalho, objetiva‐se descrever um caso de evisceração pela vagina complicada com encarceramento e subsequente estrangulamento de alças de intestino delgado. Também visa‐se a empreender revisão sobre a terapêutica empregada e os fatores de risco relacionados a essa condição.

Descrição do caso: Relatamos o caso de uma paciente de 72 anos com história de dor abdominal de forte intensidade, náuseas, vômitos e saída de alça intestinal pela vagina após tosse. paciente apresentava histerectomia abdominal há 15 anos. Foi realizada laparotomia exploradora com enterectomia segmentar devido comprometimento vascular do segmento de delgado e rafia da cúpula vaginal. Paciente recebeu alta hospitalar no 7° pós‐operatório estável clinicamente e com melhora completa dos sintomas.

Discussão e Conclusão(ões): O primeiro caso de evisceração vaginal, foi relatado em 1864 por hyermaux e pode ser definida por uma extrusão do conteúdo intraperitonial por uma solução de continuidade da parede da vagina. A deiscência da cúpula vaginal após histerectomia total, seguida de evisceração transvaginal é uma complicação pós‐operatória bastante mórbida e rara com incidência variável entre 0,27% a 0,96% (entre as maiores séries de casos. É sabido que a infecção da cúpula diafragmática, traumas vaginais, tabagismo e distopias, dentre outras patologias, são fatores predisponentes. A ocorrência de tal patologia tem sido descrita em intervalos de 3 dias até 30 anos após o procedimento cirúrgico. O caso em questão ilustra adequadamente esses fatores de risco e a cronologia já estabelecida na literatura. No que diz respeito a medidas terapêuticas, estas quase que unanimamente serão cirúrgicas, tendo em vista o potencial de morbidade dessa condição.

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Journal of Coloproctology

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