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Vol. 39. Issue S1.
Pages 114-115 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Relato de caso de paciente com doença inflamatória intestinal
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T.Z. Carniel, R.D.A. Lima, R.M. Macedo, M.A. Hijazi, M.F. Carneiro, M.T. Jatobá, U.C. Marques, R.R. Prado
Hospital São Francisco, Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso de doença inflamatória intestinal indeterminada.

Descrição do caso: Paciente G.D.B., masculino com 20anos. Há 2anos iniciou quadro de disenteria, emagrecimento, astenia e cólica abdominal. Colonoscopia (27/11/2017): pancolite leve a moderada, ausência de sinais histológicos para caracterizar DC e Rx trânsito intestinal sem alterações. Iniciou tratamento com prednisona e mesalazina. Não apresentou boa resposta ao tratamento, sendo alterado para azatioprina associada ao infliximab. GDB evoluiu com pancreatite medicamentosa, sendo suspenso a azatioprina. Manteve‐se com piora dos sintomas e com episódios de febre. Após várias internações hospitalares devido RCU grave refratária a infliximab e pulsos de corticoide, evoluiu com piora do quadro, com enterorragias, dor e distensão abdominal. Foi submetido a colectomia total com ileorreto anastomose e ileostomia protetora. AP (03/05/2018): DII difusa dos cólons associada a extensas áreas de ulcerações, compatível com Retocolite ulcerativa idiopática ativa e acentuada (úlceras comprometendo mucosa e submucosa. Parede muscular e serosa preservadas). Coto ileal e apêndice cecal sem lesões. Após completa recuperação pós operatória e melhora parcial do quadro infeccioso foi iniciado enema de mesalazina tópico. Porém, sem efetividade na melhora da proctite. Novamente evolui com piora do quadro clínico geral e da inflamação retal. Optado pela reintrodução do Infliximab. Mas na segunda dose de indução, paciente apresentou reação grave à medicação: taquipneia, taquicardia, dor precordial, cianose de extremidade e dessaturação. Sendo necessário suspender o Infliximab. Solicitado vedolizumab para tratamento da proctite, porém ainda não liberado. Em abril de 2019, GDB ingeriu um corpo estranho e evoluiu com dor peri ileostomia intensa por 3 dias. Apresentou melhora da dor após saída do corpo estranho (osso) pela ostomia. Após, drenagem de secreção entérica peri‐ileostomia. A fístula foi tratada conservadoramente com sucesso e melhora da dermatite. Após 30 dias paciente apresentou dor intermitente em região de ileostomia. Com progressão para dor persistente associada a perda de peso e picos febris. Tomografia abdômen evidenciou espessamento de segmento de alça de ileo distal. Visualizado crescimento de tecido inflamatório, aspecto piogênico e granulomas, em ileostomia. Submetido à enterectomia com reconfecção de ileostomia. Segmento de ileo de cerca de 25cm com intenso processo inflamatório e perfuração bloqueada de ileostomia em aponeurose. AP (22/07/2019): Ileíte crônica ulcerativa com comprometimento entérico segmentar associado a inflamação transmural. Não se observa processo granulomatoso.

Discussão e Conclusão(ões): Um diagnóstico preciso para colite indeterminada, deve ser possível quando todos os dados estiverem disponíveis. Na maioria dos casos, a verdadeira natureza da colite se torna evidente com o curso da doença do paciente.

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Journal of Coloproctology

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