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Vol. 38. Issue S1.
Pages 88-89 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 88-89 (October 2018)
P46
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.190
Open Access
RELATO DE CASO: ANGIOSSARCOMA INDUZIDO POR RADIOTERAPIA
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Antonio Lucas das Merces Filho, Roberto Borges Bezerra, Phabllo Rodrigo Santos de Brito, Paulo Mozart de Barros, Mauricio Jose de Matos e Silva, Daniella Tavares Pessoa, Luiz Eduardo Lemos da Silva
Hospital Barão de Lucena, Recife, PE, Brasil
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O angiossarcoma é um tumor maligno cujas células mimetizam características morfológicas e funcionais do endotélio normal. São tumores agressivos de difícil determinação de margens cirúrgicas e com alta tendência a recorrência local e metástase. O angiossarcoma pós radioterapia apresenta‐se como um fenômeno raro, com poucos casos na literatura. A maior frequência é em mulheres que se submeteram a radioterapia (Rtx) por câncer de mama. As lesões ocorrem no local irradiado, geralmente, 5 anos após o tratamento radioterápico. O tratamento visa a retirada completa da lesão, em bloco, associada ou não a quimioterapia (Qtx). Apresenta taxa de recidiva de 84% em 5 anos. As taxas de sobrevida em 5 anos, estão entre 10‐35%. M.F.N.F, 65 anos, hipertensa e aplasia medular a 35 anos. Em uso de losartana e relato de transfusões em decorrência da patologia de base. Associa ao caso sorologias para Chagas e esquistossomose positiva. Apresentou diagnóstico de carcinoma espinocelular, estádio clínico III, em 1998, tratada com Rtx exclusiva, apresentando cura. Evoluiu com recidiva da lesão em 2012, sendo tratada com ressecção cirúrgica local e Rtx paliativa. Evolução com lesão ulcerada em hipogástrio, de aproximadamente 8cm, com biópsia inconclusiva, em setembro de 2017. Apresentou imunohistoquímica compatível com angiossarcoma epitelióide. Iniciado Qtx, porém evoluiu com infecção importante da lesão ulcerada, cursando com óbito. Os sarcomas pós radioterapia correspondem de 0,5‐5,5% de todos os sarcomas, sendo mais frequentes nos casos de tratamento do tumor de mama e linfomas, casos relacionados a Rtx no tratamento do tumor de canal anal são ainda mais raros. Cursam com uma latência entre 3‐17 anos e ocorrendo, principalmente, após radiações entre 45‐60Gy, o que está de acordo com o caso relatado. Quando avaliada a idade de aparecimento da lesão, o caso se encontrar na faixa de pior prognóstico, maior que 60 anos. Apresenta melhor prognóstico quando diagnosticado precocemente ou se encontra nas extremidades. Desta forma, a lesão localizada no hipogástrio foi um fator que dificultou o prognóstico. Apesar da cirurgia ser a principal forma de tratamento, a paciente do estudo teve sua lesão tida como inoperável, piorando o prognóstico. Quanto ao tratamento proposto, Qtx isolada, não apresentou influência na sobrevida. Sarcoma induzido por Rtx é uma lesão rara, porém sempre deve ser lembrada para um diagnóstico precoce. Ao diagnóstico, tratar cirurgicamente, sempre que possível.

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Journal of Coloproctology

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