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Vol. 37. Issue S1.
Pages 90 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 90 (October 2017)
P‐039
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.040
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RELATO DE CASO: CÂNCER DE CÓLON TRANSVERSO COM METÁSTASE METACRÔNICA EM MESORRETO
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Luana Bringhenti, Johanna Johann, Daniel Azambuja, Gabriela Ott Wagner, Tatiana Mie Masuko, Diego Inacio Goergen, Fernando José Savóia de Oliveira
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, Brasil
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Introdução: O câncer de cólon é um dos mais comumente diagnosticados em todo o mundo e embora tenha se observado um aumento de sua incidência nos últimos anos, ocorreu também uma grande melhoria em seu prognóstico devido ao desenvolvimento e aprimoramento dos métodos diagnósticos e terapêuticos. A sobrevida global, entretanto, pode ser seriamente encurtada devido à presença de metástases a distância durante o seguimento. O fígado é o sítio mais comum de metástases metacrônicas, seguido do pulmão e relatos esporádicos também descrevem o baço, tireoide, estômago, trato urinário e parede abdominal. Apresentamos um caso raro de câncer de cólon transverso com metástase metacrônica em mesorreto.

Relato de caso: Paciente masculino, 59 anos, com história de neoplasia em cólon transverso proximal diagnosticada em 2014. Estadiamento pré‐operatório não demonstrou metástases a distância ou tumores sincrônicos. Níveis de CEA normais. Foi submetido a ileocolectomia, anatomopatológico evidenciou adenocarcinoma moderadamente diferenciado que invadia a gordura pericolônica, com invasão angiolinfática e metástase em um linfonodo de 35 ressecados (T4). Fez adjuvância e, após dois anos de seguimento, tomografia de controle demonstrou nódulo perirretal à direita, de 2,4 x 2,1cm, mais provavelmente relacionado à linfonodomegalia patológica. Demais exames sem alterações. Feito controle radiológico em três meses com aumento das dimensões da lesão para extensão de 4,1 x 3,5 x 3,8cm. Devido a forte suspeita de recidiva neoplásica, foi submetido a retossigmoidectomia e colostomia terminal. AP: adenocarcinoma pouco diferenciado em tecido mesorretal com invasão da parede retal, sem comprometer a mucosa, invasão angiolinfática e perineural e com limites circunferencial/distal comprometidos. Avaliado pela oncologia e radioterapia, que indicaram tratamento paliativo.

Conclusão: Metástases metacrônicas de tumores colônicos localizadas no mesorreto são extremamente raras. A via de disseminação é desconhecida, embora a via linfática seja a mais aceitável. Acredita‐se que o fluxo linfático apresente um padrão mais difuso de disseminação, deve‐se dar a devida atenção para o mesorreto no seguimento oncológico.

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Journal of Coloproctology

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