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Vol. 37. Issue S1.
Pages 164-165 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 164-165 (October 2017)
P‐214
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.215
Open Access
RELATO DE CASO: CISTO TERATOIDE RETRORRETAL
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Marcelo Coghia, Bárbara Tannús Francob, Marina Trombin Marquesb, Mário de Mendonça Rodriguesb, Laura Carolina Lopez Clarob, Thiago da Silveira Manzionea, Fang Chia Bina
a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
b Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Tumores primários da região retrorretal são raros – um para 40.000 –, apresentam sintomatologia frustra e em sua maioria são benignos.

Objetivo: Relatar um caso clínico de uma paciente jovem e assintomática com tumor retrorretal e fazer uma breve revisão bibliográfica sobre o tema.

Descrição do caso: Paciente B.C.P., 24 anos, assintomática, apresentava tumoração em reto baixo descoberto em rotina ginecológica havia cinco meses. Foi feita ressonância magnética (RNM) que auxiliou no diagnóstico e na programação cirúrgica. O diagnóstico definitivo foi, após a cirurgia, possibilitado pelo anatomopatológico, em que foi evidenciado cisto teratoide com reação histiocitária importante e ausência de neoplasia no material.

Discussão: No espaço retrorretal pode haver lesões inflamatórias, congênitas, neurogênicas e outras. Os tumores retrorretais mais comuns são os congênitos, correspondem a dois terços de todos os tumores no espaço pré‐sacral e podem ser benignos ou malignos. Dentre os tumores congênitos destaca‐se a prevalência dos tumores císticos, que são benignos. Dentre os malignos, os mais comuns são os cordomas. Os sintomas geralmente são frustros e vagos. A tomografia computadorizada, assim como a RNM, é o exame diagnóstico, em detrimento da biópsia, que não deve ser feita, à exceção de pacientes que não são candidatos a cirurgia e poderiam fazer quimioterapia ou radioterapia paliativas. Todos os tumores retrorretais devem ser ressecados quando possível, ainda que assintomáticos.

Conclusão: A paciente do caso era assintomática ao diagnóstico, feito devido a exames de rotina ginecológica e com auxílio de RNM. O cisto teratoide tem como tratamento indicado a ressecção cirúrgica.

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Journal of Coloproctology

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