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Vol. 38. Issue S1.
Pages 30 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 30 (October 2018)
P147
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.065
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RELATO DE CASO DE HIDROADENITE SUPURATIVA EM REGIÃO PERINEAL EM HOSPITAL PÚBLICO DE SALVADOR
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André Luiz Santos, Fernanda França Mendonça de Matos, Carlos Ramon Silveira Mendes, Tassia Mendes Franco, Jamille Eller Andrade Batista
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Salvador, BA, Brasil
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Introdução: A hidradenite supurativa(HS) é uma condição inflamatória crônica da pele que também é conhecida como acne inversa. O conhecimento crescente da doença levou à teoria predominante de que a HS é uma doença oclusiva folicular crônica envolvendo a porção folicular das unidades folículo‐pilo‐sebáceas. Os principais locais de envolvimento são as áreas cutâneas intertriginosas das regiões axilar, virilha, perianal, perineal e inframamária.

Descrição do caso: Paciente masculino de 23 anos oriundo do interior da Bahia encaminhado pela UPA local para o centro de urgência do Hospital público de Salvador em junho de 2017. A equipe de cirurgia geral realizou o primeiro atendimento e solicitou interconsultaao serviço de coloproctologia do Hospital para possível abordagem cirúrgica. O paciente relatou que a dois anos já apresentava lesões em região perineal, mas por falta de assistência médica local não realizou nenhum tipo de tratamento. No Hospital foi diagnosticado como HS. Ao exame, observava‐se lesão nodular eritematosa irregular com múltiplas fístulas transdérmicas, com eliminação de secreção fétida, espessa e amarela em pequena quantidade. A lesão era observada em região inguinal direita e esquerda, base da região do saco escrotal e dorso de coxa esquerda. Ecografia evidenciou presença de formação nodulares anecoides (coleção) e que não afetavam o esfíncter anal. Exame bacteriológico evidenciou flora mista. Marcadores inflamatórioserampositivos eos exames laboratoriais pré‐operatórios com leucocitose e desvio para esquerda. Foi realizado tratamento cirúrgico dedebridamentoda ferida e acompanhamento em internação com curativos especiais.

Discussão: A conduta deve ser determinada de modo individualizado, com abordagem precoce multidisciplinar. As lesões precoces do HS muitas vezes imitam outros distúrbios e o diagnóstico incorreto é comum. A avaliação precoce e precisa facilita o início de um plano de tratamento com o objetivo de minimizar o risco de progressão para doença terminal e incapacitante. Além do tratamento medicamentoso, os procedimentos cirúrgicos podem ser realizadosem casos graves de forma agressivaem estágiosavançados.

Conclusão: Neste relato, o resultado pós‐operatório da ressecção cirúrgica extensa com fechamento por segunda intenção mostrou‐se resolutivo após 8 meses de seguimento. Entretanto ensaios clínicos randomizados são necessários para estipular o melhor manejo na HS.

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Journal of Coloproctology

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