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Vol. 37. Issue S1.
Pages 94 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 94 (October 2017)
P‐049
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.050
Open Access
RELATO DE CASO DE MELANOMA ANAL TRATADO COM AMPUTAÇÃO ABDOMINOPERINEAL COM SUCESSO
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Nathalia Franco Cavalcantia, Adryano Gonçalves Marquesa, Ricardo Everton Dias Mont’alvernea, Renato Rego da Silvab, Igor Santos Costac, Diego Tomaz Teles Peixotod, David Góes de Alcântarad
a Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil
b Universidade Estadual do Maranhão (Uema), São Luís, MA, Brasil
c Argos Patologia, Fortaleza, CE, Brasil
d Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), Fortaleza, CE, Brasil
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Introdução: Melanoma anorretal é um tumor maligno raro e agressivo; primeiramente descrito em 1857, desde então mais de 600 casos foram descritos. Entre todos os melanomas, 0,4‐1,6% surge na região anorretal, o canal anal é o sítio mais frequente depois da pele e retina.

Apresentação: Paciente masculino, 42 anos, pardo, buscou assistência médica em junho/2016, referia hematoquezia havia um ano, negava manifestações associadas. Paciente previamente hígido, sem passado familiar de neoplasias, foi identificado pólipo em canal anal ao exame físico. Seguimento com investigação clínica. Colonoscopia (novembro/2016): lesão polipoide em canal anal. Feita polipectomia cirúrgica (anatomopatológico: melanoma maligno com marcadores SOX10, S100 e Melan A positivos). Submetido a estadiamento oncológico sem evidência de lesões a distância e RNM de pelve com linfonodomegalia mesorretal (0,7 x 0,5cm) e CEA:1,38. Ultrassom endorretal: parede do reto íntegras, único linfonodo na gordura perirretal (0,7 x 0,5cm), distava 5,5cm da musculatura esfincteriana. Optou‐se por ressecção abdominoperineal videolaparoscópica (abril/2017), sem intercorrências, com boa evolução pós‐operatória. (Estudo anatomopatológico: melanoma maligno invasivo de 1,1cm predominantemente in situ com componente invasivo e margens livres de lesão. Linfonodo metastático 1/24). Paciente avaliado pela oncologia clínica sem proposta de tratamento adjuvante. Segue em acompanhamento clínico, mantém‐se estável e assintomático.

Discussão: Melanoma anorretal representa 0,05% das neoplasias malignas colorretais, com prognóstico reservado, cerca de 6% de taxa de sobrevida em cinco anos, a despeito do tratamento. Mais de 67% dos pacientes apresentam‐se com metástases a distância no momento do diagnóstico e têm uma sobrevida média entre 8,0‐18,6 meses. Ressecção cirúrgica é a única opção de tratamento curativo. Ressecção local é a primeira escolha para o melanoma anorretal primário se possibilidade de margens negativas, a ressecção abdominoperineal é reservada para tumores localmente avançados.

Conclusão: Melanoma anorretal pode ser um achado incidental durante procedimentos proctológicos. Diagnóstico precoce e abordagem cirúrgica adequada são primordiais para o sucesso dos casos.

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Journal of Coloproctology

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