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Vol. 38. Issue S1.
Pages 20-21 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 20-21 (October 2018)
P129
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.045
Open Access
RELATO DE CASO: HIDROADENOMA PAPILAR ASSOCIADO À DOENÇA HEMORROIDÁRIA
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Suyanne Thyerine da Silva Lopes, Gabriella Oliveira Lima, Pedro José Guimarães Cardoso, Matheus Duarte Massahud, Matheus Matta Machado Mafra Dique Estrada Meyer, Alexandre Martins da Costa El‐Aouar, Ilson Geraldo da Silva
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: O hidroadenoma é uma neoplasia rara, benigna, de linhagem apócrina e que mais comumente acomete a vulva, sendo também documentada em outras áreas como mama, axila, região inguinal e perianal. Acomete principalmente mulheres entre 30 e 60 anos.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 47 anos, com queixa de proctalgia importante, principalmente durante as evacuações, associada a episódios de hematoquezia. O exame proctológico evidenciou presença de doença hemorroidária mista, com componente predominantemente externo. Devido a sintomatologia exuberante sem resposta ao tratamento clínico, foi proposta a hemorroidectomia. Ato cirúrgico sem intercorrências e pós‐operatório habitual. O anatomopatológico evidenciou “hemorroidas predominantemente externas+neoplasia anexial com características de hidroadenoma papilar”. Paciente em seguimento ambulatorial sem sinais de recidiva.

Discussão: O hidroadenoma se caracteriza, macroscopicamente, como nódulo dérmico ou subcutâneo solitário, móvel, bem delimitado. A origem em células apócrinas justifica a localização típica anogenital, mas a ocorrência perianal é pouco descrita. Costuma não haver sintomatologia associada, e quando há, são sintomas inespecíficos como prurido, dor, sangramento ou outras secreções. Ao exame histológico, o hidroadenoma consiste em projeções papilares cobertas por duas camadas de células: as células secretoras colunares superiores e uma camada subjacente de células mioepiteliais achatadas. A malignização da doença é rara. A ressecção local da lesão (conservadora, mas completa) é necessária tanto para identificação quanto para o tratamento. Não há descrição de significativas taxas de recidiva no seguimento.

Conclusão: o conhecimento sobre essa patologia é de extrema importância para adequada condução e tranquilização do paciente quanto ao caráter benigno da lesão e seguimento. Não há necessidade de investigações complementares quando feito o diagnóstico correto.

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Journal of Coloproctology

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