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Vol. 37. Issue S1.
Pages 114 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 114 (October 2017)
P‐095
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.096
Open Access
RELATO DE CASO: IMPORTÂNCIA DA EXPERIÊNCIA CLÍNICA NO TRATAMENTO DA FÍSTULA RETOVAGINAL: COMPLICAÇÃO PÓS‐HEMORROIDECTOMIA EXCLUSIVA OU ASSOCIADA A DOENÇA DE CROHN PERIANAL?
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Vitor Rafael Pastroa, Aldo Javier Martinez Lopezb, Josimeire Batistac, Paula da Silva Feitosac, Plinio Oliveira Silva Rossi Assisc, Nicolle Henriques Barreto Colaçoc
a Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
b Hospital Militar, Assunção, Paraguai
c Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, Brasil
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Introdução: Fístulas retovaginais (FRV) são comunicações anormais entre o reto ou canal anal e a parede posterior da vagina. A doença de Crohn (DC) é a segunda causa de FRV, 3% a 5% das mulheres portadoras da doença apresentam tais fístulas. Atualmente tem se discutido o tratamento das FRV em pacientes com DC com destaque ao uso de terapia biológica associada ao tratamento cirúrgico (drenagem com sedenho etc.).

Relato do caso: Mulher, 29 anos procurou o consultório médico em pós‐operatório de hemorroidectomia que evolui com saída de secreção fétida em região vulvovaginal esquerda e já submetida a drenagem local atribuída a Bartholinite. Referia hábito intestinal de uma a duas evacuações diárias com fezes pastosas ao uso de fibras. Ao exame físico apresentava pertuito anterior ao toque retal que sugeria orifício fistuloso interno, além de ferida posterior em granulação. Levantadas hipóteses diagnósticas de FRV pós‐hemorroidectomia e DC perianal. Submetida a tratamento cirúrgico com drenagem e avanço de retalho mucoso que fechava o orifício fistuloso, porém evoluiu com deiscência da ferida operatória. Medicada com ciprofloxacino e corticoretapia, apresentou melhoria parcial. Apesar do quadro clínico fortemente sugestivo de DC perianal não apresentou exames complementares positivos para a enfermidade. Discutido com a paciente e optou‐se pela introdução de terapia biológica e nova abordagem cirúrgica com uso de sedenhos, evoluiu com fechamento da FRV. No pós‐operatório tardio foi suspensa a terapia biológica, veio a apresentar nova fístula perianal com trajeto transesfincteriano e abscesso em fossa isquiorretal direita, após 18 meses. Atualmente mantém sedenho de drenagem do novo trajeto fistuloso e reintroduzido adalimumabe.

Conclusão: O exame clínico, a evolução do paciente com avaliação frequente por profissional experiente, aliada a terapia clínica e cirúrgica atualizadas, permitem resposta favoravel precoce mesmo diante da dúvida entre complicação cirúrgica exclusiva ou doença inflamatória intestinal perianal.

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Journal of Coloproctology

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