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Vol. 38. Issue S1.
Pages 89-90 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 89-90 (October 2018)
P48
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.192
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RELATO DE CASO: LINFOMA NÃO HODGKIN PRIMÁRIO DO CÓLON
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Suyanne Thyerine da Silva Lopes, Gabriella Oliveira Lima, Matheus Duarte Massahud, Pedro José Guimarães Cardoso, Ilson Geraldo da Silva, Guilherme de Almeida Santos, Diego Vieira Sampaio
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: O linfoma primário do cólon é uma neoplasia rara correspondendo a algo entre 0,2% a 0,6% das neoplasias da região. Tem sintomatologia inespecífica o que dificulta o diagnóstico precoce. Tem um prognóstico pior que o adenocarcinoma, com sistemas de classificação de diagnósticos diferentes.

Descrição do caso: Paciente sexo masculino, 72 anos, natural e procedente de Belo Horizonte, assintomático. Submetido a colonoscopia de rastreamento em 2014 quando foram realizadas algumas polipectomias. Nova colonoscopia em 2017 evidenciou lesão plano elevada em transverso com cerca de 20mm; optado pela mucosectomia. O anatomo patológico evidenciou Linfoma não Hodgkin de baixo grau com margens livres. Tomografias e exame físico de estadiamento foram normais. De acordo com os critérios de Dawson o linfoma foi considerado primário, indolente. Nesse caso específico não houve indicação de QT ou complementação cirúrgica. Vem fazendo controle com colonoscopias semestrais.

Discussão: A maioria dos linfomas do cólon é proveniente de células B. O linfoma primário do cólon tem incidência semelhante em homens e mulheres quando avaliada população adulta, com pico de incidência entre a 6a e 8a décadas de vida e o cólon é sítio de 10 a 20% dos linfomas primários do TGI. Inicialmente os sintomas são comuns dor abdominal crônica, perda de peso, náuseas, vômito, febre, massa abdominal palpável, alteração do hábito intestinal ou sangramento, o que não permite qualquer diferenciação do adenocarcinoma. A maioria das lesões colônicas são solitárias e crescem preferencialmente para o interior da luz intestinal. São fatores de risco as doenças inflamatórias intestinais, radioterapia prévia, transplante renal, ureterossigmoidostomia e imunodeficiências, notadamente o HIV. O diagnóstico definitivo será dado pela histologia e imunohistoquímica. O tratamento definitivo é cirúrgico na maioria dos casos e o uso de quimioterapia adjuvante costuma ser individualizado, sendo mais comum nos de pior prognóstico, que é definido de acordo com os critérios de Dawson.

Conclusão: O linfoma primário de cólon é uma neoplasia rara, mas que não deve ser negligenciada ou tratada como as demais neoplasia do cólon, pois seu desfecho tende a ser pior e o diagnóstico precoce é ainda mais importante nesse caso. A ressecção da lesão está sempre indicada.

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Journal of Coloproctology

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