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Vol. 37. Issue S1.
Pages 170 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 170 (October 2017)
P‐227
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.228
Open Access
RELATO DE CASO: RECONSTRUÇÃO PERINEAL PÓS‐SÍNDROME DE FOURNIER
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Vitor Rafael Pastroa, Wandir Schioserb, Gabriela Quirino Andreoli Gomesb, Paula da Silva Feitosab, Nicolle Henriques Barreto Colaçob, Bruna Ferreira Souzab, Josemeire Batistab
a Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
b Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, Brasil
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Introdução: A síndrome de Fournier (SF) consiste no processo necrótico que envolve o períneo e a genitália externa, é diagnosticada clinicamente na grande maioria dos casos. Homens entre os 60 e 70 anos que apresentam doenças sistêmicas associadas (diabetes mellitus, obesidade, cirrose, terapias imunossupressoras etc.) são os principais acometidos, apresentam taxas de mortalidade entre 20 e 40%. O tratamento da SF envolve abordagem multidisciplinar, o desbridamento da área necrótica é o mais precocemente possível a principal medida, aliado às demais terapêuticas, como UTI, terapia hiperbárica, dispositivos de curativos, antibioticoterapia de amplo espectro e a cirurgia plástica, que apresenta importante papel no desfecho do caso e envolve diversas técnicas de retalhos e enxertos que visam a abreviar o tempo de recuperação e aprimorar o resultado estético e funcional da área comprometida.

Relato do caso: Homem, 62 anos, diabético. Histórico de dor anal havia uma semana, tratado com analgésicos e anti‐inflamatório, evoluiu com pioria e foi diagnosticada a síndrome de Fournier, foi internado com antibioticoterapia de amplo espectro, controle glicêmico, nutricional e desbridamento cirúrgico. Permaneceu 48 horas na UTI, a seguir na enfermaria por 12 dias. Feitos curativos com ácidos graxos essenciais e dois curativos, sob anestesia, com a reconstrução da bolsa escrotal. Acompanhamento ambulatorial por 20 dias, mantiveram‐se os curativos e o controle glicêmico. Nova internação por 24 horas para tratamento da ferida remanescente por rotação de retalho V‐Y. Apresentou boa evolução pós‐operatória com reconstrução perineal sem perda funcional.

Conclusão: A SF é uma afecção grave na qual se destaca o exame físico, a fim de possibilitar o mais precoce diagnóstico e desbridamento da área perineal e genital externa acometida. Destacamos no caso relatado a importância do envolvimento multidisciplinar no tratamento dessa afecção, com o objetivo de reduzir o tempo de internação e obter melhor resultado estético e funcional.

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Journal of Coloproctology

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