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Vol. 37. Issue S1.
Pages 87 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 87 (October 2017)
P‐033
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.034
Open Access
RELATO DE CASO: TUMOR DE CÉLULAS GRANULARES EM CÓLON ASCENDENTE
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Tamara Durci Mendes, Gustavo Lisbôa de Braga, Danilo José Munhóz da Silva, Thaís Andreotti, Geni Satomi Cunrath, Camilla Ferreira Magalhães Franco, Miguel Cerutti Franciscatto
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São José do Rio Preto, SP, Brasil
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Introdução: Os tumores de células granulares são relativamente raros e podem estar presentes em qualquer tecido do corpo. É comum em cavidades orais e tecidos subcutâneos, porém incomum no cólon e no reto. Esses tumores, quando presentes no cólon, são assintomáticos e considerados achados de exames endoscópicos. Apresentam‐se como uma imagem nodular arredondada, menores do que 2cm.

Descrição do caso: Paciente masculino de 54 anos, submetido a colonoscopia de screening para câncer colorretal. Durante o procedimento, foi evidenciado pólipo de 6mm no cólon ascendente ressecado completamente com pinça de biópsia. O diagnóstico morfológico foi de tumor de células granulares. A imuno‐histoquímica complementar evidenciou a expressão do marcador S‐100, sinaptofisina e CD68.

Discussão: Os tumores granulares podem ocorrer em qualquer órgão do corpo. No trato gastrointestinal são raros, o esôfago é o mais acometido, seguido do cólon e do estômago. Em séries de casos descritas anteriormente, evidenciamos que o tumor, quando colorretal, é mais frequente no cólon ascendente e no reto. Endoscopicamente, são nódulos de submucosa, de coloração amarelada ou amarelo‐esbranquiçada ou pólipos sésseis. Os achados histológicos são essenciais para determinar o diagnóstico. A variante maligna do tumor de células granulares já foi reportada na literatura. O tamanho do tumor acima de 4cm, crescimento rápido e invasão de estruturas adjacentes estão relacionados com a variante maligna. Outros achados, como necrose celular, atipia, alto índice e mitose, também estão relacionados. A ressecção endoscópica é aceitável para o tratamento dos tumores de células granulares, desde que não preencha critério da variante maligna.

Conclusão: Os tumores menores do que 2cm, que não invadem a submucosa, são, na maioria dos casos, passíveis de ressecções endoscópicas. Entretanto, se há alguma suspeita de malignidade, ou lesões não completamente ressecadas, o tratamento cirúrgico deve ser instituído.

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Journal of Coloproctology

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