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Vol. 38. Issue S1.
Pages 45-46 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 45-46 (October 2018)
P176
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.097
Open Access
RELATO DE CASO: TUMOR NEUROENDOCRINO DE ILEO TERMINAL
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Alexandre Venancio Souza, Vitor Rafael Pastro, Sebastião Rizzo Neto, Andre Pantaroto, Mario Pantaroto, Natasha Amaral Pacheco Chagas, Samara Pighinelli Ázar
Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, Jundiaí, SP, Brasil
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Introdução: Os tumores neuroendócrinos foram descritos pela primeira vez em 1907 por Oberndorfer na Alemanha. Apesar de sua baixa incidência, aproximadamente 2,5 – 5 por 100.000 habitantes, sua incidência vem aumentando ao longo dos anos. Isto se deve provavelmente ao aumento de diagnóstico por exames como a endoscopia alta e colonoscopia. Com o aumento do número de exames, e melhora da qualidade de tais, não só a incidência aumentou mas também o local acometido, anteriormente acreditava‐se que o apêndice era o local mais acometido, hoje em revisões literárias o íleo terminal é o local com acometimento mais frequente, provavelmente devido aos colonoscopistas cada vez mais serem criteriosos para chegar ao íleo terminal com o aparelho.

Relato de caso: A.A.M.P., gênero feminino, 47 anos, natural de rancharia e procedente de Jundiaí, procura atendimento médico com queixa de piora da dor abdominal há 15 dias; relatava que dor abdominal iniciou há dois anos, era difusa, intermitente com cessação da dor espontânea até que há dois meses teve piora do quadro álgico, associado apresentava após alimentação fezes explosivas e amolecidas com tremores e lipotimia principalmente após alimentos gordurosos. Ao exame físico apresentava‐se estável hemodinamicamente, abdome flácido, pouco doloroso a palpação, DB negativo, ruídos hidroaéreos presentes. Submetida a colonoscopia no qual foi evidenciado lesão em íleo terminal de aspecto polipoide, de pedículo largo, ulcerado, friável e móvel, tentativa de polipectomia sem sucesso, realizado apenas biópsia da lesão, apresentava também pólipo séssil de 2mm, móvel no qual foi realizado a polipectomia. O exame histopatológico da biópsia do íleo revelou: tumor neuroendócrino grau 1 (NET G1, WHO 2010). Submetida a Laparotomia exploradora, realizado colectomia direita ampliada com ileotransverso anastomose mecânica latero lateral mais linfadenectomia. Anatomo patológico da peça: íleo terminal sem lesões residuais, metástase em 1/8 dos linfonodos examinados.pT0N1a.

Discussão: Os tumores neuroendócrinos são de diagnóstico difícil, principalmente devido aos sintomas serem frustros, como dor abdominal inespecífica. O tratamento é quase sempre cirúrgico e a quimioterapia adjuvante depende se existe presença de metastase. As metástases não são frequentes neste tipo de tumor, a taxa seria de 1 em 30,000 e os locais mais acometidos são: fígado, pulmão e mesentério. A sobrevida varia de 13 meses quando metastática podendo chegar a 10 anos.

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Journal of Coloproctology

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