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Vol. 38. Issue S1.
Pages 103 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 103 (October 2018)
P78
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.221
Open Access
RELEVANCIA DO ANTIGENO CARCINOEMBRIONARIO NO MANEJO DO ADENOCARCINOMA COLORRETAL
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Leandro Minatel Vidal Negreiros, Isabella Garlati Inocêncio, Conceição de Maria Aquino Vieira Clairet, Silvio Augusto Ciquini, Tamires Robles, Eduardo Vidilli Alves Pereira, Fernando Cordeiro
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: O antígeno carcinoembrionário (CEA), proteína sintetizada naturalmente pelas células que recobrem o trato gastrointestinal fetal, é também produzida normalmente, mas em pequenas quantidades, nos adultos. Níveis séricos elevados da substância podem indicar acometimento do trato gastrointestinal, especialmente no câncer colorretal (CCR). O CCR apresenta hoje altos índices de mortalidade e projeções de aumento para os próximos anos, sendo então uma enfermidade de extrema relevância. Esse marcador atualmente é uma das ferramentas utilizadas principalmente no seguimento após terapia, na detecção precoce de recidivas e metástases tumorais, podendo representar valor prognóstico.

Objetivo: Avaliar o perfil do CEA nos doentes diagnosticados com CCR e seu comportamento frente aos diferentes estádios clínicos.

Material e método: Foram avaliados os prontuários dos pacientes com CCR atendidos entre janeiro e dezembro de 2017 no ambulatório de coloproctologia e que possuíam dosagem de CEA no momento do diagnóstico, totalizando 100 pacientes. Correlacionou‐se os valores de CEA com a localização anatômica tumoral, com o estádio clínico dos pacientes e com a presença de doença metastática.

Resultados: O CEA estava normal em 56% dos casos. Observou‐se elevação em 9,52% dos pacientes com estádio clinico I; 34,29% com estadio II; 69,57% com estádio III e 76,92% no estádio IV. Dentre as neoplasias localizadas no reto, em 60,53% dos casos o marcador se mostrou elevado. Já nas neoplasias do hemicolon esquerdo em apenas 22,58% e do hemicolon direito 38,71%. Nas neoplasias metastáticas (13%) o CEA estava elevado em 84,62%.

Discussão e conclusões: Apesar de ter baixa sensibilidade no momento diagnóstico do câncer colorretal e ter pouca contribuição no seguimento dos estadios precoces, deve‐se ressaltar que tem valor importante na avaliação do prognóstico nos casos avançados. Dentre os pacientes avaliados, o reto foi o local associado a maior porcentagem de CEA elevado.

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Journal of Coloproctology

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