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Vol. 38. Issue S1.
Pages 21-22 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 21-22 (October 2018)
P130
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.047
Open Access
REPARO CIRÚRGICO DE LACERAÇÃO PERINEAL DE QUARTO GRAU NO PÓS PARTO IMEDIATO: RELATO DE CASO
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Gabriela Maciel Cordeiro, Lívia Cardoso Reis, Renato Gomes Campanati, Kelly Cristine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Magda Maria Profeta da Luz, Beatriz Deoti e Silva Rodrigues, Rodrigo Gomes da Silva
Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: Lacerações perineais são comuns após o parto vaginal, sendo que nuliparidade, idade materna avançada, período expulsivo prolongado, parto vaginal instrumentalizado, episiotomia mediana e macrossomia fetal são fatores de risco para que tais lesões ocorram. De acordo com a classificação proposta por Sultan em 1999, as lacerações de quarto grau consistem em lesão das estruturas perineais, esfíncter anal interno, esfíncter anal externo e mucosa retal. O presente trabalho relata a abordagem conjunta multidisciplinar do coloproctologista e do ginecologista no reparo de laceração perineal de quarto grau em uma paciente no pós parto imediato.

Descrição do caso: Sexo feminino, 16 anos, hígida, nulípara, submetida a parto vaginal instrumentalizado por sofrimento fetal agudo, sem episiotomia, com laceração perineal de quarto grau. Submetida no pós‐parto imediato a síntese primária da laceração, apresentou quadro diarreico no pós operatório cursando com deiscência perineal profunda até fossa isquioanal, com contaminação fecal e deiscência superficial em septo retovaginal, sem evidencias de fístula. Optado por tratamento clínico com antibioticoterapia e cuidados locais. Houve progressão da deiscência nos dias subsequentes sendo reencaminhada para abordagem cirúrgica no 6° DPO com confecção de sigmoidostomia terminal. Completada antibioticoterapia, submetida a abordagem eletiva no 30° DPO para correção do defeito perineal com confecção de retalho fasciocutâneo de glúteo direito e esfincteroplastia anal externa com overlapping. Paciente evoluiu bem no pós‐operatório, com ferida perineal íntegra. Em seguimento ambulatorial apresentou‐se sem evidencias de deiscências ou fístula retovaginal, sendo submetida a reconstrução do trânsito intestinal e evoluiu sem incontinência fecal.

Discussão: O objetivo da síntese da laceração é a preservação da continência fecal, com a restauração do esfíncter anal externo e interno e reconstrução do corpo perineal. As lacerações de terceiro e quarto grau estão associadas a altas taxas de deiscências e infecções tendo como consequência maiores reabordagens cirúrgicas e disfunções do assoalho pélvico. A abordagem cirúrgica imediata por um cirurgião coloproctologista pode ser realizada e deve ser aventada a necessidade de desvio de trânsito na mesma ocasião.

Conclusão: Lesão obstétrica do complexo esfincteriano é o principal fator de risco para incontinência fecal, sendo assim é importante sua identificação e correção precoce.

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Journal of Coloproctology

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