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Vol. 38. Issue S1.
Pages 39 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 39 (October 2018)
P164
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.084
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REPERCUSSÕES DA NÃO ADESÃO AO TRATAMENTO CIRÚRGICO NO MEGACÓLON CHAGÁSICO: RELATO DE CASO
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Amanda Cristina de Souzaa,b, Getúlio Coelho de Oliveiraa,b, Paulo Roberto Pereira de Assisa,b, Ana Luiza Alves Nicolettia,b, Ana Carolina Gomes Siqueiraa,b, Matheus Moreno de Oliveiraa,b, Jéssica Danicki Prado Fernandesa,b
a Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Brasília, DF, Brasil
b Hospital Regional de Planaltina, Brasília, DF, Brasil
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Introdução: O megacólon chagásico, com pico de incidência entre 40 a 50 anos, é uma das manifestações crônicas da doença de Chagas. Com o objetivo de evitar complicações, como fecaloma, úlcera estercorácea, volvos e obstrução intestinal, e para melhorar os sintomas e qualidade de vida do paciente, o tratamento cirúrgico é o indicado nos casos em que o seguimento clínico é insuficiente.

Descrição do caso: Paciente de 75 anos, natural do interior do Goiás, sexo feminino, com doença de Chagas diagnosticada há 5 anos. Há 3 anos, procura o hospital com queixa de constipação intestinal e dor abdominal em cólica. Foi realizado a radiografia de abdome, a qual constatou distensão de alças abdominais, corroborando com diagnóstico de megacólon chagásico. Paciente se recusou a ser encaminhada para a Cirurgia Geral e solicitou alta hospitalar. Desde 2014, ficou internada por três vezes, tendo indicação cirúrgica, a qual não foi autorizada pela paciente e seus familiares, prosseguindo com tratamento conservador (clister). Em 2018, paciente procurou atendimento médico devido à piora da obstipação intestinal. Negou novamente a indicação de cirurgia e teve alta por evasão. Em menos de um mês, evoluiu com dor abdominal intensa e hipertimpanismo difusos. Paciente afirmou que os métodos conservadores não eram mais eficazes. Ao exame físico, apresentava abdome distendido com sinal de Von Wahl, ruídos hidroaérios diminuídos e dor a palpação superficial do abdome. Os resultados dos exames laboratoriais de admissão mostraram ureia de 212mg/dL e creatinina de 4,2mg/dL. Paciente apresentou rebaixamento do estado geral e obnubilação.

Discussão e conclusão: A cirurgia é a primeira escolha de tratamento para o megacólon chagásico nos casos em que o manejo clínico não apresenta mais resultados. Preferencialmente, esta deve ser feita de forma eletiva, de modo a individualizar a técnica cirúrgica de acordo com cada paciente. Postergando essa conduta, há piora do quadro clínico e surgimento das complicações (volvo, úlcera, necrose e obstrução intestinal), as quais são indicações para cirurgias de urgência/emergência, com piora da morbimortalidade. Nesse contexto, a conscientização do paciente a respeito do tratamento precoce é de suma importância.

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Journal of Coloproctology

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