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Vol. 37. Issue S1.
Pages 11 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 11 (October 2017)
TL3‐024
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.323
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RESSECÇÃO ENDOANAL NAS LESÕES DO RETO DISTAL
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Maria de Lourdes Setsuko Ayrizono, Raquel Franco Leal, João José Fagundes, Carlos Augusto Real Martinez, Michel Gardere Camargo, Priscilla Senne Portel Oliveira, Claudio Saddy Rodrigues Coy
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brasil
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Introdução: A ressecção endoanal convencional constitui opção terapêutica para adenomas e neoplasias precoces do reto, juntamente com a ESD (Endoscopic Submucosal Dissection) e TEM (Transanal Endoscopic Microsurgery).

Objetivo: Avaliar a eficácia da ressecção endoanal convencional, analisar seus resultados e seu seguimento.

Métodos: Análise retrospectiva dos pacientes com diagnóstico pré‐operatório de adenomas ou adenocarcinomas in situ do reto distal, operados por ressecção endoanal convencional entre 1999 e 2016, com seguimento mínimo de seis meses.

Resultados: No período, foram operados 37 pacientes, 26 (70,3%) do sexo feminino e média de 62,8 (30‐93) anos. O tamanho médio das lesões, à colonoscopia, variou entre 15 e 100mm (média 42mm) e a margem distal se localizava entre a linha pectínea e 70mm (média de 15,5mm). A média de duração da cirurgia foi de 87,1 minutos, não ocorreram complicações intraoperatórias. No pós‐operatório imediato, as complicações cirúrgicas verificadas foram: deiscência parcial da sutura (duas), estenose retal (duas), sangramento (uma), fístula retovaginal (uma) e perfuração do reto (uma). O diagnóstico histológico foi de adenoma em 20 (54%) e de adenocarcinoma em 17 (46%), in situ em 12, adenocarcinoma com invasão de submucosa (T1) em quatro e com invasão de muscular própria (T2) em um. No seguimento tardio, colonoscopia evidenciou recidiva do adenoma em 24,3% dos pacientes, foi feita ressecção endoscópica em seis e nova ressecção endoanal nos outros três. Dois doentes com adenocarcinoma T1 apresentaram recidiva do câncer no reto, foram submetidos à amputação abdominoperineal. No paciente com adenocarcinoma T2, foram indicadas radio e quimioterapia, porém evoluiu para óbito por sepse pulmonar antes de iniciar o tratamento.

Conclusão: A ressecção endoanal convencional apresentou baixo índice de complicações. Apesar de a recidiva local do adenoma ser relativamente frequente, pode ser tratada por ressecção endoanal ou endoscópica, na maioria dos casos.

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Journal of Coloproctology

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