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Vol. 37. Issue S1.
Pages 71 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 71 (October 2017)
V5‐54
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.296
Open Access
RESSECÇÃO ILEOCECAL TOTALMENTE LAPAROSCÓPICA NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE INTESTINAL INSUSPEITA ‐ DESCRIÇÃO DE TÉCNICA A FAVOR DE MELHOR RESULTADO FUNCIONAL E COSMÉTICO
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Alexandre Bruno Bertoncinia, Sidney Tomyo Nishida Arazawab, Marcelli Tainah Marcantea, Victor Edmond Seida, Sergio Eduardo Alonso Araujoa
a Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
b Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
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A endometriose é uma doença estrógeno‐dependente que acomete mulheres jovens em idade reprodutiva, com grande impacto em sua qualidade de vida e fertilidade. Sua prevalência é de cerca de 10% da população feminina, o que ressalta sua importância. A endometriose intestinal é definida pela invasão de ao menos a camada muscular e ocorre entre 8 e 12% dessas mulheres. Nesse contexto pode ser multicêntrica em até 40%, o que justifica em muitos casos ressecções de diversos segmentos intestinais em um mesmo procedimento. Por ser considerada uma patologia benigna, ressecções regradas econômicas são advogadas, minimamente invasivas e com o menor impacto possível na fisiologia evacuatória. Ressecções de lesões em apêndice são obrigatórias pelo risco elevado de tumor carcinoide de apêndice associado, enquanto lesões em íleo terminal tendem a ser operadas mesmo quando assintomáticas pelo risco de sintomas obstrutivos mais frequentes nessa localização, dado o menor calibre dessas alças. Aspectos relacionados ao diagnóstico da endometriose nessa topografia, mas sobretudo em relação à melhor opção de cirurgia minimamente invasiva, de reconstrução e de incisões auxiliares permanecem indefinidos. O presente vídeo demonstra importância do estadiamento completo da cavidade abdominal durante a cirurgia, já que o diagnóstico de lesões em íleo terminal e ceco dessa paciente foi intraoperatório. Demonstramos a técnica proposta para a abordagem por ressecção do íleo terminal e ceco na endometriose profunda dentro do contexto minimamente invasivo. Trata‐se de lesões multicêntricas em região de íleo terminal próximo à válvula ileocecal, ressecadas por laparoscopia e anastomose totalmente intracorpórea a fim de minimizar a mobilização e ressecção das alças intestinais envolvidas e limitar o trauma à parede abdominal com uma menor incisão auxiliar para remoção da peça. Essa opção técnica favorece os desfechos de menor tempo de internação hospitalar, recuperação mais precoce, menos complicações pulmonares, efeito cosmético superior e mais breve retorno às atividades diárias.

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Journal of Coloproctology

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