Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 223 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 223 (November 2019)
770
Open Access
RESSECÇÃO TRANSANAL VÍDEOASSISTIDA
Visits
...
L.M. Gontijoa, Ld.R. Rodrigues de Limaa, A.J. de Oliveiraa, N.R. Medreib, P.V.A. Tubinob, A.A. de Medeiros Silvab, M.P. de Souzaa, Sd.S. Fernandesa
a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Brasília, DF, Brasil
b Hospital Regional do Paranoá (HRPa), Brasília, DF, Brasil
Article information
Full Text

Área Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Vídeo Livre

Objetivo(s) Descrever técnica vídeoassistida com óptica de 5mm 30° para ressecção de tumor de reto baixo, sem a utilização de pneumorreto.

Descrição da técnica Preparo retrógrado com 2 fleet enema. Paciente sob raquianestesia e sedação. Colocado em decúbito ventral, membros inferiores em abdução. Colocado afastador anal e identificado lesão tumoral vegetante em reto baixo anterior, cerca de 2,5cm da margem anal, estendendo‐se até canal anal superior. Conectado óptica de 5mm 30°. Visto epitélio macroscopicamente não acometido pela lesão. Demarcação de pontos cardinais com hook em 1cm de margem. Secção cuidadosa da lesão, guiado por imagem em tela de videocirurgia (videoassistida) e obedecendo aos limites das marcações. Hemostasia e síntese com Vicryl 3‐0 ponto contínuo. Peça para a biópsia.

Discussão e Conclusão(ões) Paciente M.S.S., 70 anos, sexo feminino, admitida na Coloproctologia do Hospital Regional do Paranoá (HRPa ‐ DF) com relato de sangramento anorretal há 2 anos, aspecto vermelho vivo e, ocasionalmente, coágulos e pus. Portadora de Lupus e anemia hemolítica autoimune. Colonoscopia: lesão em reto inferior, parede anterior, vegetante, superfície polipoide com pequena área de ulceração central, acometendo 30% da circunferência. USG endorretal não evidência invasão da submucosa ou espessamento da camada circular interna do reto. Tamanho: 3,85 x 1,06cm e 4,34cm de extensão longitudinal. Estadiamento uTisN0. Lesões adequadas para uma excisão transanal devem estar acessíveis pelo canal anal e abaixo da reflexão peritoneal, com limite usual entre 6 e 8cm da borda anal. O objetivo é a excisão completa da lesão, com margens livres. A Transanal Endoscopic Microsurgery (TEM) é descrita em 1983 como alternativa de excisão local de lesões de retos médio e superior não acessíveis pela técnica clássica de Lisfranc. Utiliza‐se de retoscópio de Buess de 40mm de diâmetro, no qual insufla‐se o pneumorreto e acopla‐se um microscópio binocular que permite imagem ampliada em 6 vezes. Em 2009 descreve‐se a Transanal Minimally Invasive Surgery (TAMIS) por meio de uma porta única como plataforma transanal. Nela, insufla‐se pneumorreto a pressão de 15mmHg e fluxo de 40 L/min; Coloca‐se óptica 5mm de 30°, pinças e fonte de energia ultrassônica. As lesões de reto T1 podem ser ressecadas por TEM ou TAMIS, porém implicam custo elevado decorrente de aparelhos e materiais específicos, tornando inacessível a alguns serviços. Desta forma, cogitou‐se este procedimento sem o uso de uma plataforma rígida e pneumorreto, valendo‐se apenas de afastador anal com óptica. As abordagens para tumores de reto abaixo da reflexão peritoneal evoluem tecnicamente desde a primeira descrita por Lisfranc. Aprimoram‐se técnicas menos invasivas que garantem resolutividade. Simplifica‐se de maneira a não restringir o procedimento cirúrgico a dispositivos antes considerados obrigatórios. Desta forma, neste relato de caso, utilizou‐se o apoio de um dispositivo de vídeo sem a necessidade de uso de insuflador ou de portal de plataforma, reduzindo‐se custos.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools