Journal Information
Vol. 39. Issue S1.
Pages 163 (November 2019)
Share
Share
Download PDF
More article options
Vol. 39. Issue S1.
Pages 163 (November 2019)
507
Open Access
Resultados manométricos em pacientes com queixa de incontinência fecal em hospital de referência da bahia
Visits
...
C.R. Mendes, KdM. Fuchs, C.C. de Assunção, J.S. Araújo de Jesus, L. Goes
Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Salvador, BA, Brasil
Article information
Full Text

Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Pôster

Introdução: A incontinência fecal é uma alteração funcional que leva a perda involuntária de fezes, sendo uma queixa de alta prevalência nos consultórios de coloproctologia, com importante impacto social para o indivíduo. A manometria anorretal é uma ferramenta diagnóstica nos pacientes com alterações e distúrbios anorretais, que permite programação e acompanhamento das condutas propostas. A análise manométrica nos casos de incontinência anal, tem como ponto fundamental determinar de forma prática o grau e severidade da incontinência através de dados que avaliam valores de pressões de esfíncter anal externo e interno, dentre outros parâmetros.

Objetivo: Analisar resultados manometricos anorretais de 69 pacientes com queixa de incontinência fecal, entre maio de 2018 e maio de 2019, avaliando parâmetros como tônus do Esfincter anal interno, contratilidade do esfíncter anal externo, idade, sexo, e número de partos por via vaginal nas mulheres.

Método: Realizada revisão de prontuário, ficha de triagem de manometria e laudos manométrico de maio de 2018 e maio de 2019. Foram selecionados 85 pacientes no total, sendo excluídos 16 pacientes por dados insuficientes. Os pacientes foram submetidos a manometria ano retal pela técnica de perfusão de água, com o equipamento ALACER de 8 canais, com aferições realizas a intervalos de 1cm a partir de 6cm da borda anal.

Resultados: Dos pacientes avaliados, 12% eram do sexo masculino. Desses 35% cursavam com normotonia e hipercontratilidade, 50% com hipotonia e normocontratilidade, penas 12% apresentavam de fato hipotonia severa. Mulheres somaram 88% dos pacientes, destas 41% tinham esfíncter interno normotônico, 55% apresentaram hipotonia e 5% cursaram com hipertonia do EIA. Ainda entre as mulheres, 29,5% apresentaram hipercontratilidade e 46% hipocontratilidade. Dentre as pacientes com hipotonia e hipocontratilidade severa (25% do total), 75% apresentavam média de parto vaginal igual ou superior a 6.

Conclusão(ões): Verifica‐se que parte dos pacientes sintomáticos cursam com pressões esfincterianas aumentas, sendo questionado o diagnóstico diferencial entre incontinência e swollen, considerando que ambos possuem em comum a queixa de escape de resíduo fecal em roupas intimas. Verifica‐se este dado principalmente nos pacientes do sexo masculino. Entre as mulheres, o dado manométrico com maior relação a queixa de incontinência foi a hipotonia do EIA, sendo esta hipotonia severa em pacientes com maior paridade. Conclui‐se que o exame manométrico é exame de grande valia no diagnóstico diferencia de pacientes com queixa de incontinência. A queixa de incontinência esteve relaciona principalmente com as pressões de repouso. Ressalta‐se ainda o maior grau de severidade da disfunção do assoalho pélvico em mulheres multíparas.

Idiomas
Journal of Coloproctology

Subscribe to our newsletter

Article options
Tools