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Vol. 39. Issue S1.
Pages 78 (November 2019)
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Retalho de martius para correção de fístula retovaginal ‐ relato de caso
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M.V.P. Silvinoa, F.B. Beraldoa, A.N. Luza, I.R.M.A. de Limaa, A.K.N. Hamaia, L. Zancanb, V.C.S. Soaresa, P.S. Rahea
a Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE), São Paulo, SP, Brasil
b Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), São Paulo, SP, Brasil
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Área: Doenças Anorretais Benignas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso de tratamento de fístula retovaginal.

Introdução: Fístula retovaginal é uma comunicação, anormal, entre o reto e a vagina. Os fatores de risco são partos vaginais prolongados e traumáticos, enfermidades inflamatórias que acometem a região anal. Sendo que o trauma obstétrico seguido pela DC estão entre as principais responsáveis pelo desenvolvimento das FRV. As FRV podem ser dividida em simples, na qual possui diâmetro menor que 2,5cm, de etiologia traumática ou infecciosa e sua topografia é baixa no canal anal. Já as FRV complexas são ditas altas, apresentam diâmetro maior que 2,5cm e possuem etiologia inflamatória, radiação local e neoplasias. As recidivadas também são ditas complexas. Quadro clínico de corrimento vaginal anormal e fetido, prurido retal e vaginal, dispaneuria, dor perianal, alem da saída de muco, ar e fezes pelo canal vaginal recorrente O diagnóstico normalmente é realizado pela história clínica e exame físico. Quando o diagnóstico definitivo é duvidoso, pode‐se usar exames complementares como colonoscopia, Tomografia computadorizada de pelve, Ressonancia Nuclear Magnética, fistulografia, teste de tampão com azul de metileno e Ultrassom transrretal.

Descrição do caso: M.H.S.C., feminino, 72 anos, admitida no HSPE ‐ São Paulo, com queixa de quadros de ITU de repetição há 2 anos, por fístula retovaginal diagnosticada durante o exame ginecológico. Ao exame especular, apresentava colo atrófico, sem lesões visíveis, com presença de fezes no canal vaginal. TC de pelve foi evidenciou fístula retovaginal e colonoscopia demonstrou presença de orifício de trajeto fistuloso, lesão elevada com 7mm em cólon ascendente e pólipo séssil de 5mm em cólon sigmoide optado uma cirurgia eletiva para correção de fístula retovaginal pela técnica de Martius. Boa evolução no pós operatório, alta hospitalar após o 3° dia, acompanhada em regime ambulatorial, com ótimo resultado e sem queixas.

Discussão: A abordagem cirúrgica ainda é melhor escolha e fator significante (p < 0,001) para pacientes com FVR, como demonstra um estudo retrospectivo, que avaliou o tratamento tanto conservador quanto cirúrgico em 397 pacientes, dos quais 56 (14,1%) optaram pelo tratamento conservador, sendo que 40 (71,4%) deles tiveram melhora de sintomas e os 341 pacientes (85,9%) restantes, foram submetidos a tratamento cirúrgico. Deles, 304 (89,1%) tiveram cura ou melhora dos sintomas. Altas taxas de cura são relatadas em alguns grupos de pacientes selecionados. Um estudo retrospectivo realizado por S. Pitel et al. (2011) avaliou 20 pacientes com questionamento clínico sobre a existência de sintomatologia como fezes na vagina, flatulência ou relações sexuais, o estudo mostrou que houve melhora da incontinência e sintomatologia após o tratamento cirúrgico

Conclusão: Retalho de Martius é uma excelente escolha para o tratamento da fístula retovaginal e obtendo otimos resultado a longo prazo.

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Journal of Coloproctology

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