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Vol. 39. Issue S1.
Pages 52 (November 2019)
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Retocolite ulcerativa diagnosticada na infância com evolução para colite aguda grave
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N.l.o. Zeitoun, B.s. Mees, C.h.p.d.c. Lopes, G.h.g. Oliveira, M.d.s. Machado, C.h.d.a. Salles, W.d. Moreno
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá, MT, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Apresentar o caso clínico de paciente com diagnóstico de Retocolite Ulcerativa com diagnóstico na infância com evolução para colite aguda grave.

Descrição do caso: L.V.S., 21 anos, masculino, aos seis anos de idade iniciou quadro de diarreia, apresentando mais de 6 evacuações diárias aquosas e sanguinolentas. Foi diagnosticado com Retocolite Ulcerativa com colonoscopia e anatomopatológico compatíveis, iniciando tratamento clínico. Teve várias internações durante o período por exacerbações da doença. Aos 15 anos teve quadro mais grave apresentando diarreia com sangramento importante, inclusive com necessidade de transfusões sanguíneas e emagrecimento. Na ocasião, recebeu diagnóstico de colite aguda grave e foi submetido a retosigmoidectomia e colostomia terminal. Após cirurgia, ficou cerca de 4 anos sem seguimento médico. Ao retornar em consulta no Núcleo Multiprofissional de Doença Inflamatória Intestinal em 2017 referia período assintomático e episódios recentes de diarreia sanguinolenta em colostomia, sendo prescrito Mesalazina 1g/dia com resolução do quadro. Após 1 ano em uso da medicação prescrita, permanecia assintomático e tal medicação foi suspensa. No momento, paciente segue assintomático com proposta de reconstrução de trânsito com confecção de bolsa ileal.

Discussão e Conclusão(ões): Houve um aumento global da incidência de DII na faixa etária pediátrica. A doença está presente em todas as idades, sendo apenas 5% em menores de 5 anos. O diagnóstico é feito apenas em 20% das vezes, na infância e adolescência. A DII na infância costuma ser fenotipicamente mais grave que no adulto. Deve‐se dar atenção às consequências RCU na faixa etária pediátrica, como redução da densidade mineral óssea, impacto emocional, atraso da puberdade e do crescimento, que implica em grande prejuízo de desenvolvimento. Além disso deve‐se ter atenção redobrada no curso da doença já que a mesma tende a ser mais agressiva nas faixas etárias pediátricas.

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Journal of Coloproctology

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