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Vol. 39. Issue S1.
Pages 76-77 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 76-77 (November 2019)
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Retossigmoidectomia a hartmann e cistectomia parcial com ureterostomia em paciente com câncer colorretal avançado
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R.M. Siqueira, I.G. Carpanetti, L.S. Leme, R.V. Beust, E.F.R. Nascimento, R. Nonose, C.A.R. Martinez
Hospital Universitário São Francisco de Assis (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Área: Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Descrever a cerca de um caso complexo de neoplasia de cólon esquerdo (sigmoide) em que foi optado por ressecção do tumor com ressecção de bexiga devido invasão tumoral.

Descrição do caso: N.B., 76 anos, Masculino com queixa de dor em fossa ilíaca esquerda e mudança do hábito intestinal e perda ponderal de 27% da massa corpórea. Associado apresentava infecção urinária de repetição e pneumatúria. História pregressa de hipertensão arterial e história familiar de câncer colorretal. Ao exame havia massa palpável em fossa ilíaca esquerda, fixa e dolorosa. Toque retal com mucosa lisa e anuscopia não realizada devido dor. Optado por realização de colonoscopia e exames de estadiamento. Colonosocopia até 22cm da borda anal, com extensa lesão irregular e friável, obstrutiva, vegetante e ulcerada. No anatomopatológico identificado adenocarcinoma tubular invasivo bem diferenciado. Marcadores tumorais: CEA 1,3 e CA19.9 0,6. Na TC de abdome e pelve foi evidenciado acometimento de bexiga e linfonodomegalia em cadeia para‐aórtica e ilíaca comum esquerda. Estadiamento clínico T4bN+M+. Devido extensa lesão tumoral optado por sessão clínica com urologia e proctologia para discussão de possibilidades terapêuticas. A decisão foi compartilhada com o paciente e realizada Retossigmoidectomia à hartmann com cistectomia parcial e ureterostomia. Em patologia da peça confirmou‐se o adenocarcinoma, porém moderadamente diferenciado e, constatada a invasão de bexiga. Foram isolados 22 linfonodos na peça e não haviam metástases, com estadiamento pT4bpN0

Discussão e Conclusão(ões): O câncer colorretal possui grande incidência, principalmente em países industrializados. Muitas vezes a suspeição de neoplasia de cólon é pormenorizada e não entra nos diagnósticos diferenciais do médico não especialista, acarretando em demora do diagnóstico e piora do prognóstico do doente. Em tumores avançados de cólon, muitas vezes, a ressecção curativa não é possível, porém percebe‐se melhora significativa no quadro álgico e na qualidade de vida quando à ressecção tumoral. No presente caso, o paciente apresentava dor abdominal e pélvica importante associado a hiporexia e perda pondera significativa. Após discussão com a paciente foi optado pela ressecção tumoral com tempo cirúrgico otimizado para redução de resposta endócrino metabólica ao trauma cirúrgico. N.B encontra‐se em acompanhamento no hospital universitário com melhora do quadro álgico. Se adaptou a colostomia e ureterostomia e vem evoluindo progressivamente bem. Faz acompanhamento em conjunto com oncologia clínica e faz quimioterapia neoadjuvante. É de suma importância a discussão de casos complexos com mais de uma equipe cirúrgica e ainda mais significativo a explicação e decisão compartilhada com o paciente e familiares. A ressecção cirúrgica, mesmo que não oncológica, proporcionou uma melhora da qualidade de vida do paciente e melhora da sobrevida.

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Journal of Coloproctology

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