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Vol. 37. Issue S1.
Pages 85 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 85 (October 2017)
P‐028
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.029
Open Access
SARCOMA DE KAPOSI PRIMÁRIO DO RETO: RELATO DE CASO
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Vitor Rafael Pastro, Ronaldo Nonose, Enzo Fabrício Ribeiro Nascimento, Denise Graffitti D’Avila, Bruna Zini de Paula Freitas, Paula Cristina Steffen Novelli, Carlos Augusto Real Martinez
Hospital Universitário São Francisco (HUSF), Bragança Paulista, SP, Brasil
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Introdução: O sarcoma de Kaposi (SK) foi descrito em 1972 como uma neoplasia mesenquimatosa que se origina a partir do endotélio vascular. Em 90% dos casos está relacionado ao herpes vírus humano tipo 8 (HVH 8). O SK localizado simultaneamente no palato e reto é um achado raramente descrito.

Objetivo: Descrever um caso de SK desenvolvido concomitantemente no palato e reto em doente infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Relato de caso: Homem, 41 anos, heterossexual, com sorologia positiva para o vírus HIV havia dois anos, em tratamento com terapia antirretroviral (TARV) havia dois meses. Veio encaminhado com história de lesão em região de palato mole e duro. A biópsia da lesão confirmou o diagnóstico de SK. O enfermo negava perda de peso, alterações do hábito intestinal, hematoquezia, enterorragia ou dor abdominal. Ao exame físico apresentava lesão ulcerada sem sinais de necrose e fibrina em região frontal e zigomática esquerda e lesão em palato mole e duro à direita. Palpava‐se ainda linfonodomegalia em cadeia submandibular e inguinal esquerda, móvel indolor, com consistência fibroelástica sem sinais flogísticos. O exame proctológico revelava presença de múltiplas lesões perianais de aspecto verrucoso recobertas por fibrina. Ao toque retal, era possível identificar‐se tumor localizado no reto acima da borda anal. A colonoscopia mostrava lesão ulcerada localizada no reto inferior, friável, com 1cm de diâmetro e recoberta por secreção purulenta, de onde foram colhidos fragmentos para estudo histopatológico que confirmou tratar‐se de SK retal. Assim, o paciente manteve o uso de TARV e evoluiu com regressão das lesões. Atualmente encontra‐se em seguimento ambulatorial com a coloproctologia e a infectologia.

Conclusão: Apesar de raramente descrito, o diagnóstico de SK deve ser sempre considerado entre os diagnósticos diferenciais das lesões neoplásicas que se desenvolvem no reto em portadores de síndrome da imunodeficiência adquirida.

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Journal of Coloproctology

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