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Vol. 37. Issue S1.
Pages 168-169 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 168-169 (October 2017)
P‐224
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.225
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SCHWANNOMA PRÉ‐SACRAL: RELATO DE CASO
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Bruna Lima Daher, Eduardo de Souza Andrade, Pietro Dadalto de Oliveira, André Luigi Pincinato, Fernanda Bellotti Formiga, Saulo Borborema Teles, Galdino José Sitônio Formiga
Hospital Heliópolis, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Tumores pré‐sacrais são raros (1:40.000 internações), 10% são de origem neurológica e os schwannomas correspondem a 65% dessas lesões. A maioria dos tumores pré‐sacrais é lesão congênita, benigna e assintomática, que por vezes necessita de tratamento cirúrgico por aumento de volume das lesões. Contudo, a conduta nos schwannomas é cirúrgica.

Descrição do caso: Feminino, 21 anos, queixa dor lombar, ciatalgia, parestesia e hipoestesia do MIE havia nove anos. RNM de coluna lombo‐sacra: lesão de margens e contornos regulares, em forame esquerdo de S1, com 40 cm3, componente foraminal que o alargava e componente intrapélvico em contato com o reto. Colonoscopia: sem alterações. Feita abordagem da lesão via laparotômica pelas equipes de coloproctologia e neurocirurgia, na qual se observou tumoração que deslocava anteriormente a fáscia pré‐sacral com plano de clivagem com o reto. Identificados e lateralizados vasos gonadais e ureter esquerdo, foi necessária ligadura da veia ilíaca interna esquerda, afastamento do reto e estruturas ginecológicas para abordagem do tumor. Devido ao aspecto macroscópico de schwannoma, optou‐se por abertura da fáscia pré‐sacral, coagulação da cápsula e esvaziamento da lesão por curetagem. Identificados raiz de S1, gânglio e forame de S1 alargado. Iniciou‐se microcirurgia para a ressecção da lesão residual intraforaminal com preservação da raízes de S1 e gânglio. Paciente recebeu alta no sexto PO após controle radiológico sem alterações. Histologia confirmou schwannoma.

Discussão: O espaço pré‐sacral apresenta um desenvolvimento embriológico complexo, é composto por diversos tecidos com potencial de desenvolver grupos heterogêneos de tumores benignos e malignos. Assim, exames de imagem como TC e RNM são importantes para caracterizar os aspectos das lesões e direcionar o diagnóstico etiológico e a programação terapêutica.

Conclusão: Diante de tumores pré‐sacrais, a conduta deve ser individualizada, com enfoque na provável origem histológica da lesão. Para isso, a abordagem com equipe multidisciplinar é essencial.

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Journal of Coloproctology

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