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Vol. 38. Issue S1.
Pages 35 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 35 (October 2018)
P157
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.076
Open Access
SEGUIMENTO PÓS SACROPROMONTOFIXAÇÃO PARA ÚLCERA SOLITARIA DE RETO
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Amanda Machado Bernardo Ziegler, Natalia Barros Pinheiro
Hospital Sírio‐Libanês, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A síndrome da úlcera solitária de reto (SUSR) caracteriza‐se como uma doença rara, cuja fisiopatologia permanece incerta. Foi descrita pela primeira vez em 1829 por Cruveilhier e sua característica clinicopatológica foi relatada em 1969 por Mandigan e Morson, onde associa‐se a transtornos defecatórios, prolapso retal interno e alterações psicológicas. Segundo trabalhos cerca de 26% dos paciente são assintomáticos. Quando sintomáticos o diagnóstico pode ser feito através de exame fisico, história clínica e, muitas vezes, confirmado por endoscopia com biópsias. O tratamento depende da gravidade dos sintomas e da existência de prolapso retal associado. De acordo com a literatura, as opções cirúrgicas convencionais incluem excisão local, mucosectomia retal, retopexia e ressecção cólica segmentar.

Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 28 anos, queixando‐se de sangramento anal às evacuações há 10 anos. Realizou, inúmeras vezes, tratamento conservador, porém sem melhora. Procurou atendimento proctológico sendo submetido a colonoscopia, na qual evidenciou lesão ulcerada na parede anterior do reto distal. Nova investigação com videodefecograma evidenciou intussuscepção colorretal com prolapso mucoso associado, sendo considerado o fator causador da úlcera. Optado pela sacropromontofixação. Evoluiu com melhora do sangramento anal, da mucorreia e do desconforto anal. Realizado exame proctológico que foi normal, colonoscopia de controle realizada após 5 meses da cirurgia mostrou mucosa retal integra, com cicatriz residual e desaparecimento da nodulação submucosa presente no exame inicial. Reavaliado após 12 meses, paciente encontra‐se assintomático.

Conclusão: Úlcera solitária de reto cujo fator causal mostrou trata‐se de um prolapso colorretal (intussuscepção) com exteriorização da mucosa através do canal anal, que foi, de forma individualizada tratada com sacropromontofixação.

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Journal of Coloproctology

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