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Vol. 39. Issue S1.
Pages 90-91 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Sepse perianal em paciente com diagnóstico tardio de hiv: relato de caso
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J.T.R. Santos, F.R. Teixeira, A.C.R. Lisboa, V.M. Duarte Santos, J.E.d.O. Santos Filho, A.L. Arcoverde Vieira, M.A. Machado dos Santos, T.Q. Campos e Silva Vidal
Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, SE, Brasil
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Área: Doenças Infecciosas

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Abscessos anorretais em aproximadamente 90% dos casos resultam de infecção criptoglandular não‐específica por obstrução de um ducto e consequentemente em estase, infecção e formação de um abscesso. Dentre os fatores predisponentes incluem diarreia e trauma na forma de fezes endurecidas, como também a diminuição da imunidade. O objetivo deste trabalho é apresentar relato de caso de paciente com quadro clínico evolutivo de doença hemorroidária, fístulas e abscessos anorretais, que sugeriram inicialmente a possibilidade de estarmos diante de uma doença inflamatória intestinal, e que durante investigação e terapêutica foi demonstrado que se tratava de afecções anorretais decorrentes de imunossupressão por HIV.

Descrição do caso:C.M.S., 36 anos, gênero feminino, com quadro de dor em região anal, associado a hematoquezia e constipação intestinal. Ao exame proctológico, presença de hemorróidas mistas com plicomas grandes e achados de sigmoidite leve inespecífica à retossigmoidoscopia. A paciente evoluiu com piora da proctalgia e, desta vez, com drenagem interna purulenta por orifício fistuloso de sinus anorretal. Indicamos colonoscopia com os mesmos achados de sigmoidite leve e anatomopatológico inespecífico. Realizamos abordagem cirúrgica, em setembro de 2018, da doença hemorroidária e sinus anorretal. Evoluiu com melhora discreta da proctalgia, porém com ferida operatória de difícil cicatrização com quadro exsudativo persistente. Devido quadro atípico com piora da exsudação purulenta e proctalgia intensa, realizamos ressonância magnética de pelve com achados de fístulas perianais do tipo interesfincteriana baixa com pequenas coleções sugestivas de abscessos. Houve suspeita diagnóstica de Doença de Crohn perianal e internada em dezembro de 2018 para nova abordagem cirúrgica com drenagem dos abscessos e solicitação exames sorológicos para introdução de imunobiológicos. Foram encontrados Anti‐HIV I e II reagentes e VDRL 1/4. Iniciado TARV, penicilina benzatina e sulfametoxazol com trimetoprim profilático com melhora clínica gradativa, ausência de exsudação até cicatrização completa das feridas operatórias.

Discussão e Conclusão(ões): A presença de HIV em pacientes submetidos a qualquer procedimento cirúrgico implica em importante probabilidade de complicações, em especial a dificuldade de cicatrização e possibilidade de sepse perianal, isso devido a redução da imunidade. Cerca de 30% desses pacientes apresentarão doenças perianais. Contribui para o sucesso na abordagem cirúrgica a contagem de linfócitos CD4+e carga viral, além do uso efetivo da terapia antirretroviral, que diminui a incidência de infecções oportunistas. Concluímos que há que se observar em quadros de abscessos e fístulas perianais de difícil cicatrização e alto grau de exsudação também a possibilidade de imunossupressão. A não intervenção pode levar a piora do quadro anorretal, como a sepse perianal.

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Journal of Coloproctology

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