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Vol. 38. Issue S1.
Pages 48 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 48 (October 2018)
P180
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.102
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SÉRIE DE CASOS: TUMOR DE INTESTINO DELGADO
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Milossi Estheisi Romero Machuca, Antonio Jose Tiburcio Alves Junior, Jose Alfredo Reis Junior, Sergio Oliva Banci, Luciane Hiane de Oliveira, Odorino Hideyoshi Kagohara, Jose Alfredo Reis Neto
Clínica Reis Neto, Campinas, SP, Brasil
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Introdução: Os tumores malignos de intestino delgado são muito infrequentes, considerando que o órgão em questão é o maior de todo aparelho digestivo, menos de 5% dos tumores malignos gastrointestinais tem sua localização no delgado. Não foi elucidado o motivo de sua raridade, porém já foi observado que ingestão de álcool, polipose adenomatosa familiar, doença de chohn, doença celíaca e neurofibromatose são predisponentes.

Objetivo: Relatar uma série de casos de neoplasias raras a fim de mostrar a condução adotada.

Método: Realizada análise retrospectiva com seis pacientes no período de 20 meses, portadores de tumores malignos do intestino delgado.

Resultados: Foram analisados seis casos de tumor do intestino delgado, um metastático e cinco de origem primária. Em cinco pacientes (83,3%) a lesão encontrava se no jejuno e apenas em um (16,7%) foi observada no íleo. A confirmação diagnóstica foi feita através da abordagem cirúrgica e estudo histológico. Os procedimentos adotados incluíram: enterectomia segmentar em todos os seis casos, linfadenectomia em 100% dos casos, colectomia direita com íleo transverso anastomose em um paciente (16,7%) e ressecção peritoneal em um único caso (16,7%). O estudo anatomopatológico das peças ressecadas identificou cinco tumores primários (83,3%), três adenocarcinomas (50%), dois sarcomas (20%), ambos neoplasia estromal gastrointestinal (GIST). Apenas um tumor metastático foi observado (16,7%), correspondeu a um melanoma.

Discussão: No intestino delgado, os tumores benignos são um pouco mais comuns do que os malignos, porém esses quase sempre produzem sintomas. Os adenocarcinomas representam 50% dos tumores malignos do intestino delgado e o melanoma maligno apenas de 1 a 3% de todas as neoplasias malignas no trato gastrointestinal. O princípio geral do tratamento dos tumores malignos de intestino delgado é a ressecção com margens de segurança de pelo menos 5cm, associada à linfadenectomia locorregional, procedimento adotado em todos os pacientes desta série. A análise desta casuística revelou que o adenocarcinoma primário teve a maior prevalência.

Conclusão: Os tumores de delgado tem incidência rara e seu diagnóstico geralmente é tardio, repercutindo no prognóstico e na chance de cura.

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Journal of Coloproctology

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