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Vol. 39. Issue S1.
Pages 113 (November 2019)
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Série de pacientes submetidas a reconstrução perineal em um hospital universitário de salvador/ba
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Ad.O. Trajano, N.F. Baqueiro Sena, L.M.G. de Codes, A.L. de Carvalho, Fd.C.R. Fidelis, V.Ld.O. Alves
Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil
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Área: Doenças do assoalho pélvico/Fisiologia Intestinal e Anorretocólica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O objetivo deste trabalho é apresentar uma série de pacientes submetidas a reconstrução perineal (RP) em um hospital universitário de Salvador/BA.

Descrição do caso: Três pacientes com idade média de 45,3 anos e passado de partos vaginais com laceração de períneo grau IV, foram submetidas a RP. Uma delas apresentava fístula anovaginal. Todas pontuavam acima de 15 na Escala de Wexner, caracterizando incontinência fecal grave. A técnica cirúrgica consistiu na incisão transversal no septo retovaginal, seguida da dissecção submucosa da parede da vagina em direção ao colo uterino; identificação de cabos do esfíncter externo do ânus; reconstrução do canal anal; levatorplastia; esfincteroplastia tipo “overlap”; e fechamento longitudinal de mucosa vaginal e períneo. No seguimento pós‐operatório, as pacientes apresentaram melhora significativa da incontinência fecal avaliada pela escala de Wexner.

Discussão e Conclusão(ões): Quanto a incontinência fecal, quando há um defeito anatômico no complexo esfincteriano, como é o caso das nossas pacientes, a correção cirúrgica está indicada. A esfincteroplastia isolada é uma das opções de tratamento, entretanto, apesar de ter resultados satisfatórios inicialmente, as taxas de sucesso a longo prazo são desanimadoras, com mais da metade das pacientes evoluindo com incontinência para fezes sólidas e líquidas. A combinação da esfincteroplastia com a perineoplastia parece apresentar resultados favoráveis a longo prazo, possivelmente por restaurar as relações anatômicas do canal anal e assoalho pélvico, melhorando a função anorretal e sexual. Além disso, no mesmo tempo cirúrgico é possível tratar fístulas ano/retovaginais, frequentemente associadas a tais lacerações, como descrito por Corman e col. A técnica proposta permite a reconstrução do corpo perineal, da musculatura esfincteriana e do canal anal, tendo impacto não só na melhora da incontinência fecal como também na auto‐estima e desempenho sexual dessas pacientes.

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Journal of Coloproctology

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