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Vol. 39. Issue S1.
Pages 166-167 (November 2019)
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Serviço de hemorragia digestiva ‐ os primeiros 772 casos
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B.R. da Silvaa,b, R.B. Sampietroa,b, J. Gogisnka,b, C.R.J. Naufela,b, M.V. Furlanettoa, U.M. Glazaa,b, A. Correiac, M. Braghinia,b
a Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Curitiba, PR, Brasil
b Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
c Universidade Positivo, Curitiba, PR, Brasil
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Área Miscelâneas

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Tema Livre (apresentação oral)

Objetivo(s) Caracterizar o perfil epidemiológico do paciente com HD em um hospital de referência no período de setembro de 2017 a janeiro de 2019.

Método Estudo retrospectivo realizado com coleta de informações de prontuário e protocolo dos 772 pacientes do Serviço de Hemorragia Digestiva em hospital de referência única para casos agudos de HD enviados pelo Sistema Único de Saúde em Curitiba. Foram realizadas análises descritiva e estatística das prevalências segundo dados clínicos e epidemiológicos.

Resultados Foram avaliados 492 pacientes do sexo masculino (63,7%) e 280 do sexo feminino (36,3%). A média de idade foi de 61 anos (DP16,9). Há significância estatística na relação entre idade e sexo (p<0,0001). Homens são significativamente mais afetados pela HD e em uma idade mais jovem quando comparados às mulheres. Ocorreram 160 óbitos (20,7%). Mulheres com hemoglobina<7mg/dL (20,7%) apresentaram quase 3 vezes mais chance de óbito que mulheres com hemoglobina entre 11 e 9mg/dL (22,1%), com p=0,041 (OR2,7 IC1.0‐ 7,0). O mesmo padrão de mortalidade não se observou em homens. A transfusão de hemácias foi necessária em 389 pacientes (50,4%). Hematêmese foi o sintoma mais comum, em 514 casos (66,6%), seguido por melena com 364 (47,2%). Cirrose foi contabilizada em 139 casos (18%). No total, 570 pacientes foram submetidos à endoscopia (73,8%), 93, colonoscopia (12%) e 48, cirurgia (6,2%). VVEE foram encontradas em 132 pacientes (17,1%), gastropatia hipertensiva portal em 59 (7,6%), úlceras esofágicas em 8 (1%), úlceras gástricas em 143 (18,5%), úlceras duodenais em 39 (5,1%), esofagite em 99 (12,8%), lesões mucosas agudas em 255 pacientes (33%), SMW em 15 (1,9%), lesões de Dieulafoy em 2 (0,3%), lesões de Cameron em 1 (0,1%), angiodisplasia em 2 (0,3%), Síndrome de Rendu‐Osler‐Weber em 1 (0,1%), fístulas em 4 (0,5%), uma aorto‐duodenal. Neoplasias foram encontradas em 39 pacientes (5%), 9 gástricos, 2 duodenais, 15 colônicos, 12 retais e anais. Doença diverticular foi encontrada em 39 pacientes (5%) e hemorróidas em 3,5% (27 pacientes). Sessenta pacientes necessitaram de tratamento endoscópico (7,8%): 44 ligaduras elásticas (5,7%) e 16 escleroterapias (2,1%). O balão esofágico foi utilizado em 29 pacientes (3,8%).

Conclusão(ões) O perfil epidemiológico consistiu de pacientes com hematêmese, principalmente homens, mais jovens que mulheres. Com valores de hemoglobina<7mg/dL, as mulheres tiveram 3 vezes mais chance de morrer. A principal etiologia foi úlcera péptica seguida de varizes.

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Journal of Coloproctology

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