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Vol. 38. Issue S1.
Pages 61-62 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 61-62 (October 2018)
P206
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.130
Open Access
SÍNDROME DE MCKITTRICK‐WHEELOCK: RELATO DE CASO DE SÍNDROME POTENCIALMENTE FATAL COM TRATAMENTO VIA ENDOSCÓPICA
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Karina Luiza Zimmermann, Jaime Fontanelli Freitas, Janaira Lunkes, Roberta Heloisa Martinelli Fischer
Hospital Municipal São José, Joinville, SC, Brasil
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Introdução: Síndrome McKittrick‐Wheelock é conhecida por distúrbio hidroeletrolitico, diarreia crônica e insuficiência renal aguda, na presença de pólipos adenomatosos com atividade secretora. Tratamento inicial é estabilização do paciente, correção dos distúrbios hidroeletroliticos, vôlemicos e função renal com posterior ressecção do tumor.

Relatamos caso: Paciente feminino, 89 anos, diabética, hipertensa e dislipidemica, trazida à emergência, queda do estado geral e diarreia crônica. Adenoma viloso reto aguardando cirurgia. Taquicardica, hipotensa, desidratada, tempo de enchimento capilar lentificado. Potássio de 6,4; creatinina 4,59; ureia 252; sódio 135; gasometria com acidose metabólica. Tomografia abdome conteúdo denso,sólido no reto distal. Tratamento com hidratação vigorosa, correção hidroeletrolitica e ácido‐base. Após manejos, mantinha diarréia e distúrbio hidroeletrolitico. Colonoscopia com lesão em reto distal, 5cm, ocupando 50% da luz intestinal, tipo adenomatoso. Ressecada lesão via endoscópica, sessando quadro clinico e laboratorial. Seguimento ambulatorial, assintomática.

Discussão: Grande maioria dos pólipos são assintomáticos, porém 3% tem características secretivas. O gradiente de sódio secretado resulta em diarréia intensa de difícil manejo, pois esses pólipos tem localização baixa e há pouca mucosa colonica saudável para reabsorção. O tamanho do pólipo e localização determinam a gravidade dos sintomas, podendo ser adenomatosos, neuroendócrinos e adenocarcinomas. Há 50 casos descritos, os quais tem incidência similar entre sexos, idade média 65 anos e tempo médio dos sintomas 2,5 anos. Maioria dos casos reportados tinham insuficiência renal aguda não dialitica. Paciente admitida em UTI com sinais de hipovolemia e insuficiência renal pre‐renal, realizou medidas de hidratação sem diálise, porém mantendo distúrbios. O manejo consiste em tratar a clínica e ressecar a lesão: cirúrgia ou colonoscopia. Para aqueles sem condições ou que recusam,propõe‐se tratamento com inibidores COX‐2 ou análogos da somatostatina. No caso, optou‐se pelo tratamento endoscópico devido ao alto risco cirúrgico. Após mucosectomia com margens livres,a paciente não apresentou novos episódios diarreicos e os distúrbios foram corrigidos facilmente.

Conclusão: Embora rara, a Síndrome de Mckittrick‐Wheelock é diagnóstico diferencial importante para pacientes com diarréia crônica, insuficiência renal e distúrbios hidroeletroliticos. O diagnóstico pode salvar uma vida e após resolução, mudar a qualidade de vida do doente.

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Journal of Coloproctology

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