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Vol. 39. Issue S1.
Pages 103 (November 2019)
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Síndrome do casulo abdominal associado a volvo de delgado: um relato de caso
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L. Rogério, L.C. Reis, A.C.P. Andre, R.G. da Silva
Grupo de Coloproctologia, Instituto Alfa de Gastroenterologia, Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Área: Miscelâneas

Categoria: Estudo clínico randomizado

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Relatar um caso de associação de duas alterações anatômicas abdominais raras diagnosticadas de forma incidental durante uma abordagem cirúrgica ginecológica.

Descrição do caso: Paciente do sexo feminino, 52anos, hipertensão e artrite reumatoide como comorbidades foi admitida eletivamente pela equipe de ginecologia com proposta de histerectomia abdominal ampliada por carcinoma epidermoide de colo uterino – EC IIB. À revisão da cavidade, foi evidenciada disposição anatômica não usual das alças intestinais. Procedida abordagem planejada e então chamada equipe de coloproctologia para avaliação no peroperatório. Evidenciada fina membrana peritoneal recobrindo todas as alças de intestino delgado, na forma de um casulo. À abertura dessa membrana, liberadas alças de delgado com evidência de volvo de intestino delgado ao redor dos vasos ileocecocolicos. Definida abordagem cirúrgica com ileotiflectomia com anastomose ileocolônica latero‐lateral anisoperistáltica grampeada. Paciente evoluiu bem no pós operatório, sem intercorrências.

Discussão: O encapsulamento peritoneal foi primeiramente descrito em 1868. É uma anormalidade anatômica caracterizada pela presença de uma membrana peritoneal acessória que forma um compartimento em forma de saco. Comumente confundida com peritonite encapsulante primária e secundária, tem sua origem no saco vitalínico ao redor da 12ª semana de gestação. A membrana acessória pode recobrir parte ou a totalidade das alças de delgado bem como pode incluir outros órgãos como estômago, fígado e cólon. Embora um diagnóstico pré‐operatório seja possível, é comum ser um achado incidental durante abordagem cirúrgica, uma vez que na maioria dos casos, manifesta‐se de forma oligossintomática. O tratamento é a dissecção e lise da membrana peritoneal. O volvo de intestino delgado é uma afecção também rara, com diagnóstico mais comum na infância, podendo se manifestar de forma oligossintomática ao longo da vida. Refere‐se à rotação das alças de intestino delgado ao redor dos eixos vasculares do mesentério. Dada a associação de duas alterações anatômicas raras em paciente submetida a abordagem cirúrgica com potencial para formação de bridas e uma complicação grave posteriormente, optado por tratamento cirúrgico dessas afecções.

Conclusão: Casulo peritoneal abdominal e volvo de intestino delgado são afecções raras e sem evidência de associação entre si. Podem se manifestar com quadro oligossintomático crônico ou em episódio de abdome agudo, sendo comum seu diagnóstico incidental durante outra abordagem cirúrgica. A decisão cirúrgica transoperatória desse caso baseou‐se no alto risco de uma complicação grave.

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Journal of Coloproctology

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