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Vol. 38. Issue S1.
Pages 9-10 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 9-10 (October 2018)
P107
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.021
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SINUS PERINEAL COMO COMPLICAÇÃO TARDIA DE AMPUTAÇÃO ABDOMINOPERINEAL POR ADENOCARCINOMA DE RETO BAIXO
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Letícia Nobre Lopes, Rafael Vaz Pandini, David Alves Mognato, Dimas André Milcheski, José Américo Bacchi Hora, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Adenocarcinoma de reto baixo localmente avançado tem como principal tratamento atual a neoadjuvância com quimiorradioterapia seguida de amputação abdominoperineal (AAP) com excisão total do mesorreto, procedimento este considerado de grande porte e elevada complexidade estando relacionado a complicações precoces e tardias.

Descrição do caso: V.S., masculino, 53 anos. Diagnóstico de adenocarcinoma de reto baixo em 1995, quando foi submetido a tratamento neoadjuvante seguido de AAP de reto com fechamento primário, em serviço externo, recebendo alta após 7 anos sem evidência de doença. Há 1 ano com quadro de dor perineal, refratária à opioides, associada a drenagem de secreção purulenta através de orifício em ferida operatória (FO). Iniciou investigação com a coloproctologia com RNM pelve: leito cirúrgico com acúmulos líquidos que se dirigem à região perineal; TC pelve: coleção líquida‐gasosa em loja pré‐sacral de 25ml com trajeto fistuloso associado; Fistulografia: opacificação da loja posterior. Encaminhado à radiologia intervencionista para drenagem percutânea guiada por RNM, não sendo identificado local exato para punção. Devido refratariedade do quadro, indicado tratamento cirúrgico. Em posição jackknife, realizada ampliação do orifício de drenagem identificando loja pré sacral de 5cm de profundidade, com intensa fibrose local e espículas calcificadas, com drenagem de secreção purulenta, sem sinais de recidiva local (confirmado com biópsia). Defeito perineal (8 x 4cm) reconstruído pela cirurgia plástica com retalho gluteal fold em V‐Y à esquerda. Apresentou boa evolução, recebendo alta no 7° pós‐operatório, com ferida em bom aspecto, deambulando. Seguimento ambulatorial com melhora completa da dor.

Discussão: Complicações relacionadas à FO são relativamente comuns e estão associadas à elevada morbidade. Excluída recidiva oncológica, a presença de infecção pode ter como fatores de risco o fechamento primário e a radiação prévia com manifestações agudas ou crônicas, como a presença de sinus perineal. A ausência de resposta ou impossibilidade de tratamento conservador exige exploração local e desbridamento cirúrgico. A transferência de tecidos bem vascularizados está associada a melhor resposta pela redução de espaço morto e possibilidade de sutura sem tensão.

Conclusão: Apesar dos avanços técnicos, complicações relacionadas à FO ainda apresentam elevada incidência, permanecendo um desafio diagnóstico e terapêutico para os cirurgiões.

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Journal of Coloproctology

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