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Vol. 38. Issue S1.
Pages 62 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 62 (October 2018)
P207
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.131
Open Access
SUBOCLUSÃO INTESTINAL CAUSADA POR STUMP UTERINO GIGANTE
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Juliana Rampazzo Buemerad, Josiane Harumi Cihoda Lopes, Juliana Mamede Miranda, Marley Ribeiro Feitosa, Rogério Serafim Parra, Omar Féres, José Joaquim Ribeiro da Rocha
Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Introdução: O tumor uterino de músculo liso com potencial maligno indeterminado (STUMP) apresenta‐se como uma massa de crescimento progressivo. Deve ser considerado como tumor de potencial maligno, já que possui risco de metástases. O objetivo do presente estudo é relatar um caso de suboclusão intestinal causado por STUMP uterino gigante.

Descrição do caso: Mulher, 38 anos. Há 08 meses, com distensão abdominal progressiva, dor abdominal difusa, em cólica e constipação intestinal. Solicitado avaliação de urgência por piora da dor abdominal associada a vômitos e parada de eliminação de fezes. Ao exame físico encontrava‐se hemodinamicamente estável, no entanto, chamava atenção o emagrecimento da paciente e o grande abaulamento do abdome, que se encontrava endurecido, difusamente doloroso, porém sem sinais de irritação peritoneal. Os exames laboratoriais evidenciaram apenas anemia. As tomografias de abdome e pelve demonstraram extensa massa heterogênea, que ocupava todo o abdome e deslocava as alças intestinais para o hipocôndrio esquerdo medindo 34,3 x 12,0 x 25,3cm. Optou‐se por laparotomia exploradora onde se diagnosticou extensa lesão parauterina à direita ocupando a cavidade peritoneal, sem invasão de outras estruturas, que se assemelhava a um mioma uterino pediculado, e que foi removida completamente. O estudo anatomopatológico mostrou quadro morfológico sugestivo de tumor muscular liso de potencial maligno incerto (STUMP). Optado por manter útero devido desejo de reprodução. Mantém seguimento em conjunto com a equipe de ginecologia, sem sinais de recidiva nos primeiros 12 meses.

Discussão: A histerectomia total é considerada o melhor tratamento para esses tumores, entretanto se a paciente tem o desejo de engravidar e está ciente do risco de recorrência da patologia e do seguimento rigoroso no pós‐operatório, é possível preservação uterina. Os casos de preservação uterina deverão ser seguidos a cada seis meses, com exame físico, ultrassonografia transvaginal e tomografia de tórax, abdome e pelve, por cinco anos.

Conclusão: A histerectomia com ressecção tumoral é o tratamento padrão do STUMP uterino. Em mulheres em idade fértil, com desejo de engravidar, admite‐se a preservação uterina desde que seja garantido seguimento rigoroso, devido risco de recidiva local e à distância.

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Journal of Coloproctology

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