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Vol. 38. Issue S1.
Pages 163 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 163 (October 2018)
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.349
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TL97 FATORES CIRÚRGICOS E ANATÓMICOS RELACIONADOS A RECIDIVA DE FÍSTULAS ANORRETAIS: ESTUDO DE 60 CASOS
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Izabella Cristina Cristo Cunhaa,b, Fernanda Mielotti da Silvaa,b
a COLIC, São Paulo, SP, Brasil
b Hospital Geral de Pedreira, São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: Fístulas anorretais apresentam‐se como patologia comum. É preocupação primordial a técnica adotada e índices de recidiva, bem como presença de complicações graves.

Objetivo: Estudar retrospectivamente os casos cirúrgicos de fístulas do serviço, bem como analisar os fatores associados a maior recidiva.

Métodos: Analisados todos os casos cirúrgicos operados para correção de fístula perianal pela Coloproctologia, no total de 60 pacientes. Excluídos casos relacionados a outras patologias de base e os de dados insuficientes.

Resultados: Foram estudados o total de 60 casos, após aplicados os critérios de exclusão. Houve prevalência do sexo masculino, 73% dos casos, com predomínio da faixa etária de 26 a 35 anos. A média de idade foi de 42 anos. A técnica operatória preferida foi a fistulotomia, seguida de retalho e passagem de seton respectivamente. A recidiva global foi de 68%, compatível com a literatura geral. Quando estudados a descrição do trajeto, observa‐se trajetos simples em 77% dos casos. A maioria dos orifícios foi de localização mediana posterior. Em 23% dos casos foi encontrado comprometimento de fossa isquiorretal associado. Quando feito cruzamento dos dados com a recidiva, observou‐se maior índice de recidiva em maior número de trajetos e presença de comprometimento de fossa anal. Não houve diferença na recidiva quanto a localização do esfíncter interno. Observou‐se ainda maior tendência a recidiva quanto maior a distância do orifício interno. A recidiva foi maior no grupo retalho, (45% grupo retalho x 8% do grupo fistulotomia), atribuídos a desenvolvimento inicial da técnica nos primeiros casos e uso de materiais inadequados inicialmente, que foram evoluídos com o decorrer da técnica. Mesmo a recidiva sendo alta neste grupo, foi passível o resgate cirúrgico na imensa em grande parte dos casos, inclusive com novo retalho. A mortalidade geral foi zero. Apenas 2 casos desenvolveram abscesso anorretal com necessidade de internação após a cirurgia corretiva, porém evoluiu sem gravidade. Não foram detectados caso de incontinência grave.

Conclusão: A fistulotomia apresenta‐se como técnica preferencial nas fístulas simples, segura e com recidiva ínfima, se adequadamente indicada. O retalho mucoso apresentou‐se como técnica segura e eficaz, com índice geral de recidiva de médio de 30%, o que diminui consideravelmente com a experiencia do cirurgião, porem passível de resgate cirúrgico seguro, sem complicações maiores.

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Journal of Coloproctology

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