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Vol. 39. Issue S1.
Pages 157-158 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 157-158 (November 2019)
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Tratamento cirúrgico da endometriose profunda com acometimento intestinal: estudo de coorte retrospectivo
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R.S. Parraa, J.V.C. Zanardib, F.P. Valériob, M.R. Feitosaa, O. Féresa, J.J.R. Rochaa
a ProctoGastroClínica, Ribeirão Preto, SP, Brasil
b Clínica Fecunditá, Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área: Cirurgia Minimamente Invasiva, Novas técnicas cirúrgicas/Avanços Tecnológicos em Cirurgia Colorretal e Pélvicas e Anorretais

Categoria: Estudo clínico não randomizado

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Avaliar os resultados do tratamento cirúrgico laparoscópico da endometriose profunda com acometimento intestinal.

Método: Análise retrospectiva dos prontuários médicos de pacientes portadoras de endometriose profunda com acometimento intestinal submetidas a cirurgia laparoscópica no período de setembro 2014 a junho de 2019. Foram avaliadas as cirurgias realizadas, tempo cirúrgico, taxa de conversão para cirurgia aberta, tempo de internação, complicações pós‐operatórias.

Resultados: A idade média foi de 34.6 anos (19 a 53), 62,8% das pacientes tinham cirurgias prévias, o IMC médio foi de 25,2kg/m2. A principal indicação cirúrgica foi dor pélvica crônica (84,9%), seguido de infertilidade (73,5%) e dispareunica (54,9%). Todas as cirurgias foram feitas por laparoscopia. Cirurgias realizadas: Retossigmoidectomia com anastomose por duplo grampeamento (n=52; 44,1%), ressecção discorde anterior do reto com grampeador circular (n=37; 31,6%), sharing (nodulectomia) (n=26; 22,3%), apendicectomia (n=12; 10,2%), ressecção ideal e/ou íleo‐cólica (n=8; 6,8%). Histerectomia (concomitante) foi realizada em 12 pacientes (10,2%), lesões de endometriose profunda com acometimento vesical e/ou ureteres foram tratadas em 7 pacientes (5,9%). Trinta e sete pacientes (31,4%) foram submetidas a mais de uma ressecção no mesmo ato operatório. O tempo médio cirúrgico foi de 122 minutos (Retossigmoidectomia: 149 minutos; discoide: 114 minutos; nodulectomia/shaving: 87 minutos). Quando mais de um procedimento cirúrgico foi necessário numa mesma paciente o tempo cirúrgico médio aumentou para 161 minutos. O tempo médio de internação hospitalar foi de 1.5 dias (retossigmoidectomia: 1.8 dias; discoide: 1.4 dias; nodulectomia/shaving: 1.0 dia; mais de uma ressecção: 2,2 dias). A taxa de conversão para cirurgia aberta foi de 1,7% (n=2). Três pacientes necessitaram de estomas temporários (2,5%), sendo que dois destes três casos o estoma foi necessário por conta de complicações pós‐operatórias. A taxa de complicações pós‐operatórias foi de 23.7% (n=28), sendo a mais frequente o sangramento retal no pós operatório (n=19; 16,1%; apenas um caso necessitando transfusão de hemácias), infecção de parede (n=2; 1,7%), deiscência de anastomose n=0, 0%), infecção do trato urinário ou digestiva (n=4; 3,4%), necessidade de re‐intervenção cirúrgica (<30 dias) (n=3, 2.5%; três lesões térmicas, duas em alças intestinais com necessidade de rafia da alça e estoma em alça temporário e uma lesão térmica de ureter, 3 semanas após a laparoscópica, com necessidade de reimplante ureteral por laparoscopia). A taxa de readmissão hospitalar (<30 dias) foi de 4 casos. Uma paciente apresentou TVP no período pós‐operatório. Não houve óbitos no período de estudo. A recorrência aconteceu em 3 pacientes (período médio de seguimento de 3 anos).

Conclusão(ões): A cirurgia laparoscópica para tratamento da endometriose intestinal é cirurgia segura e deve ser oferecida de rotina para as pacientes com indicação de cirurgia.

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Journal of Coloproctology

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