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Vol. 38. Issue S1.
Pages 184-185 (October 2018)
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Vol. 38. Issue S1.
Pages 184-185 (October 2018)
VL46
DOI: 10.1016/j.jcol.2018.08.398
Open Access
TRATAMENTO CIRÚRGICO DA PROCIDÊNCIA DE RETO COM INCONTINÊNCIA ANAL ‐ CIRURGIA DE DELORME ASSOCIADA À ESFINCTEROPLASTIA
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Rafael Vaz Pandini, Rodrigo Ambar Pinto, Cintia Mayumi Sakurai Kimura, Lucas Catapreta Stolzenburg, Sergio Carlos Nahas, Ivan Ceconello
Hospital das Clínicas (HC), Faculdade de Medicina (FM), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
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Introdução: A procidência de reto acomete principalmente mulheres idosas e multíparas. Pode causar incontinência fecal, comprometendo a qualidade de vida. O tratamento cirúrgico é a única forma de tratamento definitivo e a cirurgia de Delorme é uma opção eficaz e com baixa morbidade.

Objetivo: Demonstrar a cirurgia de Delorme associada a esfincteroplastia para o tratamento de procidência de reto com incontinência anal.

Métodos: Paciente A.C.O., 71 anos, mulher, com antecedente de retossigmoidectomia por megacólon chagásico e colectomia direita por brida, ambos há 13 anos. Há 7 anos fui submetida a miotomia com fundoplicatura por megaesôfago e, no mesmo ano, a uma sacropromontofixação por procidência de reto. Após 4 anos, evoluiu com recidiva da procidência associada a incontinência anal, com score de Wexner de 17/20. Ao exame, notava‐se prolapso de parede total do reto à manobra de Valsalva com 3cm de extensão. A paciente tinha uma colonoscopia normal e uma manometria que mostrava canal anal ausente, reflexo inibitório reto‐anal duvidoso, hipotonia das pressões de repouso e de contração voluntária e sinais de contração paradoxal do puborretal. Optou‐se por um acesso perineal devido às cirurgias abdominais prévias. O procedimento começa com a paciente em posição de litotomia, sob raquianestesia. Realiza‐se uma incisão na mucosa 1cm acima da linha pectínea, com desenluvamento da mucosa e com exposição da camada muscular. É realizada então plicatura da camada muscular circunferencialmente, reduzindo o prolapso. Optou‐se por realizar plicatura do m. esfíncter interno do ânus em sua porção posterior, como parte da esfincteroplastia. Procede‐se então com a sutura da mucosa, fechando a incisão.É feita uma incisão transversa no corpo perineal, com exposição do m. esfíncter externo do ânus e plicatura do mesmo. Em seguida, é realizado o fechamento do períneo.

Resultados: A paciente evoluiu bem, porém demorou a apresentar evacuação espontânea, tendo sido necessário realizar enema no 6° pós‐operatório. Recebeu alta no 10° pós operatório, com bom trânsito intestinal e ferida em bom aspecto. Atualmente encontra‐se no 8° mês após a cirurgia, com melhora da incontinência (score de Wexner de 11) e sem recidiva da procidência.

Conclusão: A cirurgia de Delorme é uma opção segura para o tratamento da procidência do reto, principalmente em situações em que a via abdominal é dificultosa e pode ser associada a esfincteroplastia no mesmo tempo cirúrgico.

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Journal of Coloproctology

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