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Vol. 39. Issue S1.
Pages 66 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
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Tratamento cirúrgico do megacólon tóxico
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G.Z. Loureiro, L.B. Gomes, L.O.M. da Silva, R.C. Gama, L.R.M. Gama, L.R.M. Gama, G.N. Furtado, S. Vicentini
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil
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Área: Doenças Inflamatórias Intestinais

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): O megacólon tóxico é uma das complicações da agudização da retocolite ulcerativa (pancolite), podendo ser uma colite segmentar ou generalizada. A forma aguda de apresentação revela morbidade e mortalidade significativas quando não diagnosticada, ou não tratada de maneira intensiva e multidisciplinar. Critérios para seu diagnóstico incluem, além de uma evidência por imagem de dilatação acima de 6cm, a presença de 3 ou mais características como: febre maior que 38,5°C, taquicardia (FC > 120 bpm), leucocitose (> 10.500), ou anemia. Condições como depleção de volume, alterações de estado mental, anormalidades hidroeletrolíticas e hipotensão fazem parte do quadro inicial. O tratamento cirúrgico é indicado na presença de complicações como perfuração ou sangramento retal maciço. Também é indicado quando uma terapia medicamentosa de resgate não responde após 72 horas.

Descrição do caso: Os autores apresentam o caso de colite tóxica (CT) associada ao megacólon tóxico, secundário à doença intestinal inflamatória (RCU) agudizada em uma paciente do sexo feminino de 46 anos. Trata‐se de uma paciente com diagnóstico de RCU desde 2014 com pancolite, tratada em monoterapia com Sulfassalazina e Mesalazina. Após tratamento para IVAS, com utilização de mais de um antibiótico, a paciente apresentou quadro de diarreia, com mais de 15 episódios em 24 horas, associada a vômitos e dor abdominal. Decorrida uma semana de tratamento com sintomáticos e reposição hidroeletrolítica em idas recorrentes ao pronto socorro, a paciente foi internada neste serviço, mantendo sintomas. Durante internação, a paciente evoluiu com piora dos sintomas, com sinais de toxicidade sistêmica como taquicardia (FC > 120 bpm), hipotensão, distensão abdominal, confusão mental, oligúria, anemia, leucocitose e elevação de PCR. A paciente foi tratada inicialmente com suspensão da dieta, nutrição parenteral total e hidrocortisona na dose de 300mg/dia e acompanhamento multidisciplinar. Após 72 horas, com aparente melhora clínica, apresentou piora da distensão abdominal e da dor, com sinais de irritação peritoneal na FID e sangramento maciço. Optou‐se por tratamento cirúrgico, onde evidenciamos megacólon com sinais de isquemia segmentar em todo o cólon, com dilatação principalmente do ceco, cólons ascendente e transverso, sem sinais de perfuração. Paciente foi, então, submetida à colectomia total, com preservação do reto acima da flexura, com ileostomia terminal e fístula mucosa.

Discussão e Conclusão(ões): O tratamento inicial do megacólon tóxico secundário à doença inflamatória intestinal requer diagnóstico diferencial com infecções por CMV e Clostridium difficile, como no caso relatado. O envolvimento multidisciplinar (gastroenterologista, cirurgiões, nutrólogo e especialista em cuidados intensivos) é fundamental no planejamento do tratamento a estes pacientes.

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Journal of Coloproctology

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