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Vol. 39. Issue S1.
Pages 226-227 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 226-227 (November 2019)
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TRATAMENTO CIRÚRGICO DO TUMOR RETRO‐RETAL PELA CIRURGIA DE ACESSO POSTERIOR
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A.S. Portilho, S.E.A. Araujo, M.T. Marcante, V.E. Seid, B.B. Vailati, L.S. Gerbasi
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP, Brasil
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Área Miscelâneas

Categoria Pesquisa básica

Forma de Apresentação Vídeo Livre

Objetivo(s) No presente vídeo, demonstra‐se a técnica de ressecção cirúrgica pela via de acesso posterior de tumor retrorretal em paciente jovem do sexo feminino.

Descrição da técnica Cirurgias de acesso posterior, ressecções anteriores ou a via combinada abdominal e perineal podem ser utilizadas para o tratamento cirúrgico do tumor retrorretal. Em contraste com a abordagem anterior, a abordagem posterior é preferida para tumores benignos menores que não se estendem acima do nível S4. Quando a borda superior do tumor é palpável e móvel no exame distal, a abordagem posterior deve ser considerada. No entanto, as principais desvantagens da abordagem posterior são o risco de hemorragia pélvica intraoperatória maior e possível lesão dos nervos pélvicos laterais.

Discussão e Conclusão(ões) Tumores retrorretais podem ser frequentemente assintomáticos ou associados a sintomas vagos. São raros e sua localização está definida no espaço para‐retal, localizado entre a fáscia visceral do mesorreto e a fáscia parietal pélvica. Tumores retrorretais podem ser de origem eminentemente benigna a partir de restos embrionários ou representar lesões malignas com invasão direta de estruturas adjacentes. Os cistos de desenvolvimento são as lesões mais comuns dos tumores pré‐sacrais. Eles são classificados em epidermoides, dermoides, entéricos e neuroentéricos. Os cistos epidérmicos são mais comuns em mulheres, com frequência de apresentação entre 0,9 e 12,5% dos tumores pré sacrais. Apesar de geralmente benignas, apresentam potencial de malignização e de infecções recorrentes. O diagnóstico conclusivo apenas com exames de imagem e exame físico dificilmente é estabelecido, e a biópsia pode trazer complicações, o que justifica sua ressecção cirúrgica mesmo em pacientes assintomáticas. Dados recentes provenientes de revisão sistemática de relatos de casos e casuísticas de tumores retrorretais sugerem que para o hamartoma retrorretal (mais conhecido como tailgut cyst), a transformação maligna pode ocorrer em mais de 25% dos casos. Portanto, o tratamento cirúrgico radical com ressecção completa da lesão deve ser indicado. Alguns autores, inclusive sugerem a indicação da excisão total do mesorreto em oposição às operações de ressecção por cirurgia de acesso posterior. Ocorre, no entanto que esse objetivo pode ser de difícil alcance em alguns casos por motivo de dificuldade técnica resultante de tamanho e localização da lesão sobretudo quando a prevenção de complicações infecciosas e a preservação da continência são objetivos concomitantes do tratamento cirúrgico, especialmente quando essas lesões acometem pacientes assintomáticos.

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Journal of Coloproctology

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