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Vol. 39. Issue S1.
Pages 109-110 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 109-110 (November 2019)
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Tratamento de cisto mesentérico quiloso
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P.C. Moreira, L.M. da Fonseca, T.G. Vandaleti, J.J.M. Lima, M.P. Crivelaro
Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), Indaiatuba, SP, Brasil
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Área: Ensino em Coloproctologia

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): Os cistos mesentéricos são tumores intra‐abdominais raros. Há um discreto predomínio do sexo feminino, da quarta década de vida e geralmente são assintomáticos, sendo diagnosticados ocasionalmente e quando se está investigando alguma outra patologia. A incidência varia conforme os diferentes trabalhos publicados de 1:20.000 crianças e 1:100.000 adultos. São classificados em linfangiomas ou cistos mesoteliais e podem originar‐se de tecidos linfático, vascular, nervoso e conjuntivo. O tratamento consiste em sua retirada cirúrgica e em alguns casos pode ser necessária enterectomia segmentar. O objetivo deste trabalho é apresentar o caso de uma paciente portadora de cisto mesentérico volumoso.

Descrição do caso: Mulher de 14anos, relatou que há aproximadamente um ano começou a apresentar quadro de dor abdominal de pequena intensidade em flanco direito e fossa ilíaca direita, sem outros sintomas associados. Há dois meses notou aparecimento de tumoração abdominal pouco dolorosa, móvel, de crescimento progressivo e localizada em flanco direito; há 01 dia apresentou piora importante de dor abdominal associada a episódios de náuseas, vômitos e hiporexia; nega febre. Ultrassonografia abdominal evidenciou formação cística de 10,1 x 9,5 x 7,1cm com volume de 360 centímetros cúbicos ocupando o flanco direito, sugerindo doença ovariana inicialmente. Tomografia abdominal com contraste mostrou: “massa cística septada no hipocôndrio direito sem planos de clivagem nítidos com fígado, rim direito e cabeça de pâncreas, presença de liquido livre na cavidade peritoneal”. Foi encaminhada para cirurgia. Submetida à laparotomia mediana longitudinal onde foi encontrada grande tumoração cística aderida a terceira porção duodenal, rim direito, ureter direito e veia cava. O cisto foi totalmente retirado sem lesão de sua cápsula. Evoluiu sem intercorrências, recebendo alta hospitalar no 2° dia de pós‐operatório. O laudo anatomopatológico mostrou “cisto mesotelial benigno mesenterico”.

Discussão e Conclusão(ões): Os cistos mesentéricos são tumores abdominais raros. Há cerca de 820 casos publicados na literatura. Tem baixa incidência e escassez de publicações. Os cistos podem acometer qualquer sítio intestinal, desde o início do duodeno até o reto, contudo a maioria dos casos acometem o seguimento ileal seguido pelo cólon ascendente, sendo os cistos do tipo quilosos mais comuns no intestino delgado e os serosos no cólon. A etiologia ainda não está bem estabelecida e elucidada, mas acredita‐se que possam derivar de malformações de ductos linfáticos abdominais ou serem sequelas de trauma abdominal antigo, infecções ou neoplasias silenciosas. Exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética são os que propiciam melhor acuidade diagnóstica, mostrando a massa cística, procurando estabelecer a localização e o tamanho da lesão. todo cisto mesentérico deve ser ressecado cirurgicamente a fim de evitar suas complicações. O tratamento de escolha é a exérese cirúrgica do cisto.

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Journal of Coloproctology

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