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Vol. 37. Issue S1.
Pages 147-148 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 147-148 (October 2017)
P‐172
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.173
Open Access
TRATAMENTO CONSERVADOR NA PERFURAÇÃO COLÔNICA POR COLONOSCOPIA: RELATO DE DOIS CASOS
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Rommel Costa, Rodrigo Paiva, Eliane Sander, Paulo Lamounier, Diogo Silva, Sillas Costa, Paola Costa
Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: A colonoscopia tem sido indicada cada vez mais frequentemente para prevenção do câncer colorretal. Rotineiramente, todos os pacientes são orientados e esclarecidos quanto aos potenciais riscos de complicações, o que não minimiza o elevado desgaste emocional quando o desfecho do exame é uma perfuração colônica, com elevada morbimortalidade. A melhor forma de tratar a perfuração colônica decorrente de exame colonoscópico permanece controversa, diante da decisão imediata e dos potenciais riscos. O momento do diagnóstico da complicação é peça fundamental na decisão de qual conduta deverá ser adotada, se cirúrgica ou conservadora.

Objetivo: Relatar o caso de duas pacientes, submetidas à colonoscopia, com diagnóstico de perfuração ainda em subida do aparelho, com a ponta do aparelho.

Relatos de caso: Uma das pacientes foi submetida ao exame para rastreamento de câncer colorretal e a outra devido a quadro de anemia ferropriva de etiologia não definida. Nas duas pacientes foram posicionados clips endoscópicos para aproximação das bordas, dieta suspensa e iniciada antiobioticoterapia. Exames de imagem (radiografia abdominal e tomografia computadorizada) evidenciaram pneumoperitôneo e retropneumoperitôneo. Uma das pacientes apresentou importante enfisema subcutâneo, porém durante todo o período de observação hospitalar mantiveram estabilidade hemodinâmica e exame clínico que não indicava necessidade de tratamento cirúrgico.

Discussão: A perfuração no exame de rastreamento normalmente é de maior dimensão do que no exame terapêutico, o que leva ao seu diagnóstico mais precoce. Embora não existam critérios rígidos para seleção de pacientes candidatos ao tratamento conservador, preparo adequado, ausência de irritação peritoneal e estabilidade hemodinâmica são critérios que devem ser levados em consideração. Embora a colocação de clips via endoluminal possa parecer limitada para aproximação das bordas, estudos experimentais mostraram força tênsil comparável à sutura cirúrgica.

Conclusão: Há espaço para terapia conservadora na perfuração colônica por colonoscopia, mesmo diante da presença de pneumoperitôneo.

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Journal of Coloproctology

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