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Vol. 37. Issue S1.
Pages 63 (October 2017)
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Vol. 37. Issue S1.
Pages 63 (October 2017)
V4‐34
DOI: 10.1016/j.jcol.2017.09.276
Open Access
TRATAMENTO DE FÍSTULA RETOVAGINAL COM RETALHO DE MÚSCULO GRÁCIL
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Gabriela Maciel Cordeiro, Renato Gomes Campanati, Gabriel Braz Garcia, Beatriz Deoti, Kelly Christine de Lacerda Rodrigues Buzatti, Ana Carolina Parussolo André, Rodrigo Gomes da Silva
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil
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Introdução: As fístulas retovaginais são comunicações anormais entre o reto e a vagina. Os fatores predisponentes consistem em trauma (principalmente resultantes de cirurgias obstétricas), doença inflamatória intestinal, infecção, tumor e história prévia de radiação pélvica. Múltiplos procedimentos cirúrgicos são descritos para o tratamento e a taxa de sucesso diminui a cada tentativa de reparo adicional.

Descrição do caso: Paciente, 47 anos, sexo feminino, história de carcinoma de células escamosas de colo uterino, havia sido submetida a quimioterapia, braquiterapia e radioterapia. Seis meses após o término de tratamento, evoluiu com fístula retovaginal. Confeccionado estoma, seguido de tratamento cirúrgico da fístula com retalho de músculo grácil. Apesar de a operação ter sido tecnicamente adequada, no 63° dia de pós‐operatório apresentou recidiva de fístula. Em seguimento ambulatorial, com proposta de nova abordagem cirúrgica.

Discussão: A presença de inflamação, infecção e tecido cicatricial local torna inadequada a escolha do reparo primário no tratamento das fístulas retovaginais e está relacionado à falha de procedimentos cirúrgicos subsequentes. Os tratamentos locais com retalhos de avanço ou biomateriais são associados a taxas de recorrência relativamente altas, provavelmente devido ao volume inadequado de tecido bem vascularizado. A reconstrução através da interposição de tecidos autólogos (retalho de Martius e retalho de grácil, por exemplo) parece mais promissora por introduzir tecidos vascularizados e saudáveis, cria melhores condições para a cicatrização local e correção do defeito.

Conclusão: O manejo das fístulas retovaginais continua a ser um desafio. Independentemente da opção cirúrgica escolhida, a taxa de falha e a taxa de recorrência são elevadas.

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Journal of Coloproctology

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