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Vol. 39. Issue S1.
Pages 75-76 (November 2019)
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Vol. 39. Issue S1.
Pages 75-76 (November 2019)
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Tratamento endoscópico de hemorragia digestiva baixa após biopsia de prostata: relato de caso
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M.P. Liger, A.M.d.C. El‐aouar, H.d.A.F. Pinto, S.T.d.S. Lopes, G.d.O. Lima, M.L. Bicalho, I.G. da Silva, R.M.R.S. Ferreira
Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG, Brasil
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Área: Métodos complementares diagnóstico e terapêutica

Categoria: Relatos de caso

Forma de Apresentação: Pôster

Objetivo(s): A biópsia prostática transretal guiada por ultrassonografia costuma ser bem tolerada e tem como potenciais complicações infecção, sangramento retal e retenção urinária. O sangramento retal que requer intervenção ocorre em cerca de 1% dos casos. Este trabalho tem o objetivo de relatar esta complicação que foi tratada endoscopicamente.

Descrição do caso: Paciente masculino, 64 anos, deu entrada ambulatorialmente no serviço de radiologia intervencionista de um hospital terciário para realização de biópsia prostática. Ele não fazia uso de anticoagulantes e o coagulograma não tinha alterações. Após o procedimento, evoluiu com enterorragia e hipotensão e foi internado para estabilidade hemodinâmica e controle hemantimétrico. O paciente permaneceu a noite internado em enfermaria, mantendo enterorragia apesar da compressão local com gazes. Durante a avaliação da coloproctologia, solicitada na manhã seguinte, mantinha‐se estável hemodinamicamente após transfusão de 600mL de concentrado de hemácias e à anuscopia foi identificado sangramento ativo de moderado volume. Optou‐se por tratamento endoscópico, e durante colonoscopia parcial, identificou‐se um vaso com sangramento pulsátil em reto baixo, o qual foi apreendido com Endo Clip, com cessar do sangramento. No primeiro dia após colonoscopia apresentou sangramento residual nas fezes, sem repercussão, e recebeu alta no dia subsequente sem novas intercorrências.

Discussão e Conclusão(ões): O tratamento inicial do sangramento retal após biópsia de próstata no paciente hemodinamicamente estável é a compressão digital do local de sangramento ou com auxílio de gazes/compressas no reto. Indica‐se também monitorização clínica e dos níveis hemantimétricos. No sangramento persistente, pode‐se introduzir via retal um cateter de Foley com balão insuflado a 50mL como método temporário até o tratamento definitivo. Para intervenção resolutiva em caso de sangramento persistente ou instabilidade hemodinâmica, indica‐se intervenção endoscópica com injeção de epinefrina ou clipagem ou até abordagem cirúrgica com ligadura do vaso sangrante. A terapêutica proporcionada pela colonoscopia tem ótimos resultados, é um método menos invasivo e tem menor custo, quando comparada ao tratamento cirúrgico. Porém, nem sempre está disponível de urgência no serviço público de saúde. No caso relatado por nós, o paciente apresentou sangramento severo, com necessidade de hemotransfusão e teve boa resposta ao tratamento definitivo endoscópico com Endo Clip. O tratamento da hemorragia digestiva baixa após biópsia de próstata transretal guiada por ultrassongrafia depende do grau de sangramento e da estabilidade clínica. Nos casos de sangramento severo ativo, a colonoscopia com o uso do Endo Clip apresenta ótimo resultado.

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Journal of Coloproctology

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