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Vol. 39. Issue S1.
Pages 40 (November 2019)
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Trombose venosa mesentérica simulando deiscência de anastomose em pós operatório de cirurgia colorretal: relato de caso
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L.F. Freitas, M.R. Feitosa, R.S. Parra, V.F. Machado, A.B. Filho, P.H. Pisi, O. Feres, J.J.R. Rocha
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto, SP, Brasil
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Área Doenças malignas e pré‐malignas dos cólons, reto e ânus

Categoria Relatos de caso

Forma de Apresentação Pôster

Objetivo(s) O objetivo deste trabalho é relatar um caso de trombose venosa mesentérica que simulou deiscência de anastomose no pós operatório de cirurgia colorretal. A trombose venosa mesentérica é uma entidade rara que representa cerca de 10% a 15% das isquemias mesentéricas. Em cerca de 75% dos casos é possível identificar fator etiológico adjacente, principalmente os estados de hipercoagulabilidade hereditários ou adquiridos, processos inflamatórios, traumas e cirurgias abdominais. A apresentação, geralmente, é insidiosa e de difícil reconhecimento devido à inespecificidade dos sinais e sintomas. O atraso diagnóstico pode levar a altas taxas de morbimortalidade.

Descrição do caso Mulher, 73 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma do cólon asecendente, submetida à hemicolectomia direita com ileotransverso anastomose laterolateral grampeada, sem intercorrências. No 4° PO, evoluiu com taquicardia, taquipneia e distensão abdominal. Tomografia computadorizada evidenciou pneumoperitônio e moderada quantidade de líquido livre intracavitário. Realizada laparotomia exploradora quando se evidenciou isquemia do íleo terminal e cólon transverso, com anastomose íntegra. Realizado ressecção do segmento isquêmico e confecção de ileostomia terminal com sepultamento do cólon descendente. A dissecção da peça operatória evidenciou trombo venoso no mesentério do segmento isquêmico.

Discussão e Conclusão(ões) A trombose venosa mesentérica pode ser primária ou, mais comumente, relacionada a causas secundárias, dentre elas a cirurgia abdominal. Seu quadro clínico é muito diverso, variando desde rápida evolução para abdômen agudo e choque hemodinâmico a casos de evolução insidiosa. No caso relatado, a ocorrência da trombose pode estar associada ao trauma cirúrgico, particularmente às ligaduras maciças do mesentério que podem promover o baixo fluxo no território venoso favorecendo a formação de trombos. Chama atenção para o fato de ter simulado um quadro de deiscência anastomótica precoce. O tratamento da trombose venosa mesentérica associada ao tratamento cirúrgico geralmente envolve nova ressecção do segmento isquêmico. Conclusão: a trombose venosa mesentérica após cirurgia abdominal pode se manifestar como abdome agudo e simular deiscência anastomótica precoce. É necessário alto grau de suspeição, já que a intervenção cirúrgica precoce com ressecção do segmento afetado é geralmente necessária.

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Journal of Coloproctology

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